Indicação do mês

março 2017

O curador:

Marina Colasanti

Desde o lançamento de seu primeiro livro, “Eu sozinha”, em 1968, Marina Colasanti mantém uma produção literária ininterrupta, com mais de cinquenta obras publicadas. A autora tem em seu percurso poemas, crônicas, contos e literatura infanto-juvenil – entre eles, a obra “Breve história de um pequeno amor”, que lhe rendeu em 2014 o mais recente de seus sete prêmios Jabuti. Marina nasceu no ano de 1937 em Asmara, capital da Eritreia, na África. Filha de italianos, mudou-se para a terra natal dos pais e lá morou até os onze anos, quando finalmente chegou ao Brasil, onde vive até hoje na cidade do Rio de Janeiro. Ainda que suas obras literárias dialoguem com estilos diversificados, a autora tem especial destaque quando o assunto é literatura infanto-juvenil e contos de fadas. Segundo ela, embora muitas vezes próximos, são dois gêneros distintos – e nem sempre precisam de uma lição no fim: “Durante muito tempo, considerou-se que a literatura infantil, os contos, eram um cavalo de Tróia, que serviam para veicular ensinamentos sábios, comportamentos, etc.” Marina é, ainda, renomada tradutora do inglês, francês e italiano.

O livro indicado:

O livro indicado pela escritora Marina Colasanti para o mês de março traz uma dezena de contos fantásticos, inspirados em histórias antigas que sobreviveram ao longo dos séculos e já receberam inúmeras adaptações. Neste caso, porém, não estamos falando de releituras, e sim de novas narrativas, com diferentes possibilidades e outra perspectiva: a da mulher. Já imaginou se a Bela e a Fera estivessem em iguais condições? Ou se Chapeuzinho Vermelho não temesse o lobo?

Na obra, a premiada autora britânica, conhecida por abordar temáticas subversivas, contrasta elementos tradicionais dos contos de fadas – que habitualmente descrevem personagens femininas como frágeis e desamparadas – com protagonistas fortes e impositivas. De forma inventiva, irreverente, por vezes perversa e obscura, deu vida nova a histórias cujos significados tradicionais já pareciam normatizados na nossa sociedade. Publicado no final da década de 70, o livro recebeu uma recebeu nova tradução e introdução, ambos de autoria da escritora Adriana Lisboa e exclusivos para a TAG.

 

A autora não apenas deu uma participação maior às mulheres na literatura, ela foi uma estudiosa do gênero. Sua escrita é impecável.

Marina Colasanti

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