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5 Melhores Escritores Quenianos

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Estamos a um clique de distância de conhecer os maiores escritores da história da literatura estrangeira, mas as listas que facilmente encontramos estão, constantemente, resumidas a autores americanos e europeus. Excluindo a literatura africana, continente que detém um catálogo muito diverso e plural, as poucas listas que ousam trazer nomes além do óbvio acabam sempre por repetir os autores escolhidos, resumindo um continente tão vasto. Por isso, a TAG trouxe uma lista que foge do óbvio com os 5 melhores escritores quenianos da atualidade:

Ngũgĩ wa Thiong’o (1938)

Potencial candidato ao Prêmio Nobel de Literatura e um ícone da literatura queniana, e também africana, Ngũgĩ wa Thiong’o possui uma longa trajetória de resistência e de luta. Teve sua jornada dividida pela identidade local e a identidade imposta pela colonização britânica. Foi censurado e preso pelo regime de Daniel Toroitich arap Moi e conseguiu ser libertado devido aos protestos, moções de repúdio e campanhas da Anistia Internacional. Seu pai era membro de uma comunidade onde a poligamia era parte essencial da vida social masculina, o que resultou em uma família extensa, da qual o autor era um dos vinte e quatro filhos reconhecidos. Seu primeiro romance, Weep, Not Child, foi um documento dos efeitos da Guerra Mau Mau sobre cidadãos quenianos comuns e uma brilhante crítica da opressão colonial. Mas foi com Um grão de trigo – obra que narra a luta queniana pela independência através de um enredo complexo sobre a aparente comemorativa ocasião da independência do Quênia – que ele alcançou reconhecimento mundial.

 

Binyavanga Wainaina (1971-2019)

Autor, jornalista e ativista queniano, Binyavanga era uma das poucas figuras públicas abertamente homossexuais no seu país. Chegou a ser nomeado como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, em 2014, por seu ativismo da causa LGBT. Fundador e editor da revista Kwani?, o jornal mais influente que surgiu na África Subsaariana, Binyavanga se tornou figura importante para uma geração mais jovem de escritores do Quênia e da África Oriental. “Discovering home”, texto sobre uma viagem com a família para Uganda, lhe garantiu o “Caine Prize for African Writing”, prêmio responsável por reconhecer o talento e a promessa de autores africanos de língua inglesa. Mas foi Um dia vou escrever sobre este lugar, um livro de memórias, o responsável por consolidar a carreira do ativista e jornalista como escritor.

 

Grace Ogot (1930-2015)

Membro fundadora da Associação dos Escritores do Quênia, Grace foi a primeira escritora africana a ser publicada em inglês. Uma figura pioneira, Ogot teve seus primeiros publicados contos no início dos anos 1960, já seu primeiro romance, The Promised Land, foi publicado em 1966. Suas obras possuíam narrativas que questionavam os padrões de identidade feminina na África Oriental. Além disso, rebelava-se também contra o conceito da esposa africana ideal da época. Outras obras marcantes da autora incluem Land Without Thunder (1968), A Outra Mulher (1976) e A Ilha das Lágrimas (1980).

 

 

 

Yvonne Adhiambo Owuor (1968)

Yvonne Adhiambo é uma escritora queniana de 53 anos. Com sua obra Peso do Sussurro, ela ganhou o Prêmio Caine de Escrita Africana em 2003. O conto conta a história de um aristocrática ruandês que fugiu para a Quênia após o genocídio de 1994; é um retrato sobre o caos político e social da época. Depois disso, Yvonne publicou diversos outros contos, além de outros dois romances, Poeira (2014) e Dragonfly Sea (2019). Além de escritora, Adhiambo é reconhecida também pelo seu papel de ativista cultural. Em 2004, ela ganhou a Mulher do ano (categoria Artes, Patrimônio) por suas contribuições às artes no Quênia.

 

 

Margaret Ogola (1958 – 2011)

Margaret Ogola Margaret foi uma escritora e médica queniana que dedicou sua carreira ao tratamento da AIDS e HIV na África Oriental. Seu talento literário foi revelado em 1994, quando ela lançou seu primeiro romance O Rio e A Fonte; um relato sobre três gerações de mulheres em uma comunidade tradicional. A obra foi premiada com diversos prêmios, incluindo o Prêmio Jomo Kenyatta de Literatura, e o prêmio Commonwealth Writers Prize “Melhor Primeiro Livro na Região da África”. Ogola foi também diretora médica do Cottolengo Hospice, um orfanato para crianças com HIV E AIDS.

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