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7 coisas que você não sabia sobre Chimamanda Adichie

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Traduzida para mais de 30 idiomas, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie vem conquistando leitores desde a publicação de seus primeiros contos e romances. Seu primeiro romance, Hibisco roxo (2003), foi finalista do Orange Prize (atual Baileys Women’s Prize) de 2004 e vencedor do prêmio de melhor primeiro livro do Commonwealth Writers. Já Meio sol amarelo (2006), sobre a guerra do Biafra, venceu o prêmio de ficção do Baileys Women’s Prize de 2007 e o de “melhor dos melhores” da década do mesmo prêmio. Para além da escrita de ficção, ela é uma importante voz do feminismo e do debate de questões de relevância social, realizando palestras e publicando manifestos em livros de não ficção.

Em outubro de 2017, Chimamanda será curadora da TAG: ela foi convidada para selecionar o livro que enviaremos aos associados do clube nesse mês. Por isso, selecionamos 7 fatos curiosos sobre a escritora que você, provavelmente, ainda desconhecia:

1 – Ela cursou Medicina durante um ano e meio.

Por ter se destacado nas escolas que frequentou por sua dedicação e boas notas, esperava-se que Chimamanda cursasse Medicina. Por um ano e meio, ela tentou fazê-lo, mas não se sentia feliz. Aos 19 anos, decidiu despedir-se da Nigéria para estudar comunicação nos Estados Unidos.

2 – Seu romance Meio sol amarelo virou filme em 2013.

O livro Meio sol amarelo foi adaptado para o cinema, com direção de Biyi Bandele, e lançado em 2013. Tendo como pano de fundo a guerra do Biafra, a história narra as distintas trajetórias das gêmeas Olanna e Kainene.

3 – Além de contos e romances, ela escreveu um livro de poemas e uma peça teatral.

O primeiro livro publicado por Chimamanda, aos 20 anos de idade, foi Decisions(1997), uma coletânea de poemas. Aos 21 anos, seria a vez de escrever uma peça teatral, For the love of Biafra, obra na qual abordou a guerra do Biafra antes de Meio sol amarelo.

4 – Seus discursos “O perigo de uma única história” e “Todos nós deveríamos ser feministas” já somam mais de 7 milhões de visualizações no YouTube.

primeiro foi feito para o TED em 2009 e o segundo, para o TEDx Euston em 2012. “O perigo de uma única história” já foi assistido em 46 línguas diferentes. Já “Todos nós deveríamos ser feministas” virou livro em 2014, com o título Sejamos todos feministas.

5 – Um trecho do seu discurso “Todos nós deveríamos ser feministas” foi incorporado à canção ***Flawless, da cantora norte-americana Beyoncé.

Um trecho de fala da escritora foi incorporado à faixa ***Flawless, lançada no álbum Beyoncé (2013). A voz de Chimamanda pode ser ouvida a partir do minuto 1:26 no clipe oficial da música.

6 – Ela morou com a família na casa do escritor nigeriano Chinua Achebe.

Chimamanda cresceu em Nsukka, cidade universitária localizada a cerca de 600 quilômetros da capital nigeriana de Lagos. Sua mãe foi a primeira mulher a trabalhar na secretaria da Universidade e seu pai, o primeiro professor de estatística do país. Por acaso, a residência da família Adichie, localizada no campus universitário, abrigara, anos antes, Chinua Achebe, um dos mais importantes escritores nigerianos da história.

7 – Dois dos seus livros favoritos são A flecha de Deus (1964), de Chinua Achebe, e Mar profundo (2006), de Romesh Gunesekera.

Como Chimamanda será curadora da TAG em outubro, conversamos com a escritora sobre qual livro ela recomendaria para os 20 mil leitores assinantes do clube. Ela disse que não seria possível escolher apenas uma obra, e por isso, precisaria citar no mínimo 5. Além dos livros A flecha de Deus, de Chinua Achebe, e Mar profundo, de Romesh Gunesekera, ambos com edições brasileiras, ela citou outros 3 ainda não publicados no Brasil: One day I will write about this place: A memoir (2011), de Binyavanga Wainaina, No sweetness here and other stories(1969), de Ama Ata Aidoo, e um terceiro livro cujo título e autora ainda são surpresa, pois será a obra enviada pela TAG no mês de outubro aos associados do clube. Saiba mais sobre o quinto livro aqui.

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