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Do horror ao thriller: 5 autores para conhecer

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É fã de um bom suspense? A tensão, o mistério que se desenrola aos poucos, os personagens ambíguos e os segredos prestes a explodir — tudo isso faz do thriller um dos gêneros mais envolventes da literatura. Ao longo das décadas, esse estilo narrativo passou por transformações profundas, mas nunca perdeu seu lugar cativo com o público. Neste post, vamos traçar uma linha do tempo com grandes autores de thriller, passando por alguns dos nomes que moldaram (e continuam moldando) o gênero.

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EDGAR ALLAN POE

Nascido em Boston, nos Estados Unidos, em 1809, Edgar Allan Poe é considerado o grande mestre da literatura de horror, tendo influenciado não só autores que seguem o mesmo estilo, mas outros gênios da literatura mundial. Muitas de suas obras abordam o sofrimento causado pela morte. Poe ficou órfão de pai e mãe aos dois anos, e por causa disso foi levado à Inglaterra.

Seu livro mais conhecido é O corvo (1845), estruturado no modelo de um poema e que conta a história de um homem que, agonizando com a morte da amada, recebe a visita do misterioso pássaro e repete a sentença “Nunca mais”.

No conto Os assassinatos da rua Morgue (1841), Poe nos oferece um brilhante personagem investigativo, o analítico detetive Dupin, que procura entender os assassinatos de duas mulheres em Paris. Aqui, o autor estabelece as bases para o gênero policial na literatura.

ARTHUR CONAN DOYLE

Médico, jornalista e escritor nascido em 1859 em Edimburgo, na Escócia, Arthur Conan Doyle foi um admirador declarado de Allan Poe e criador do mais famoso personagem policial da história, o detetive Sherlock Holmes aliado de seu comparsa Dr. Watson. Holmes e Watson apareceram pela primeira vez na obra Um estudo em vermelho, publicada em 1887 na revista Beeton’s Christmas Annual e posteriormente editada em livro. Seguiram outros romances e histórias com a dupla investigando e analisando crimes, sempre apoiados na lógica. 

Contudo, Conan Doyle ficou tão farto e sufocado pelo peso do personagem que acabou o matando em 1893, quando publicou o conto O problema final – uma queda na Áustria mata tragicamente o detetive. Entre 1901 e 1902, com a publicação de O cão dos Baskervilles, o criador decide ressuscitar sua mais célebre criatura.

AGATHA CHRISTIE

A Rainha do Crime escreveu 66 romances policiais, 14 livros de contos e uma grande peça de teatro, A Ratoeira, famosa por ser o texto há mais tempo encenado nos palcos. Nascida em 1890 na Inglaterra, aprendeu a ler sozinha aos cinco anos, contrariando a vontade da mãe, que achava cedo para que a menina se aventurasse nos livros. Começou a escrever ficção policial enquanto trabalhava como enfermeira voluntária durante a Primeira Guerra Mundial.

Em seu romance de estreia, O misterioso caso de Styles (1920), Agatha Christie apresenta o detetive belga Hercule Poirot. O personagem se tornaria quase tão popular quanto Sherlock Holmes. Em 1926, ela publica um de seus maiores sucessos, O assassinato de Roger Ackroyd, em que o detetive Poirot surge novamente para desvendar a morte de um milionário. Mas Agatha reserva um outro presente a seus leitores: a detetive Miss Marple, que surge no romance O assassinato na casa do pastor, publicado em 1930.

LEIA TAMBÉM | Os 10 melhores livros de Agatha Christie segundo seus fãs

PATRICIA HIGHSMITH

Uma das mais importantes autoras de thrillers criminais psicológicos, Patricia Highsmith nasceu em 1921 nos Estados Unidos. Ela cresceu escrevendo diários em que fantasiava sobre as pessoas, descrevendo tipos psicológicos problemáticos e com instintos assassinos. Seu romance de estreia, Strangers on a train, de 1950, foi adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock, em filme lançado no Brasil como Pacto Sinistro.

Se Conan Doyle e Agatha Christie fizeram sucesso por terem criado detetives emblemáticos, Patricia é a “mãe” de um dos mais famosos sociopatas da literatura, Tom Ripley. Ele surge em 1955, com o livro O talentoso Ripley, um pilantra que pratica pequenos furtos e vê sua sorte mudar ao receber a proposta de ir à Itália para convencer o filho de um rico industrial a assumir os negócios da família. O personagem protagoniza outros quatro romances de Highsmith.

STEPHEN KING

Ídolo da geração dos anos 80 e 90 que é fã da literatura sobrenatural e de horror, Stephen King nasceu em 1947, em Portland, nos Estados Unidos. Foi professor de inglês e frentista em posto de gasolina enquanto dava seus passos iniciais na literatura. Seu primeiro romance foi Carrie, publicado em 1974. O livro retrata uma introvertida estudante, constantemente ridicularizada pelos colegas, que, após cair em uma armadilha na noite do baile da escola, provoca uma vingança com direito a sangue.

Não muito tempo depois ele publica seu primeiro best-seller, O iluminado (1977), adaptado para o cinema por Stanley Kubrick. O filme se tornou um dos maiores clássicos do cinema, com Jack Nicholson no papel do protagonista. King também lançou outras grandes obras do suspense e do horror, como It – a coisa (1986) e Misery (1987), ambas transportadas para o cinema.

BÔNUS: FREIDA MCFADDEN

A autora de julho da TAG Inéditos se transformou em uma das escritoras de suspense psicológico mais lidas do momento. E tudo isso enquanto mantém em segredo sua identidade real, até mesmo no hospital onde trabalha! Freida McFadden, autora da série literária A empregada, é um fenômeno como há tempos não se via no meio editorial. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos e traduções para dezenas de idiomas, seus livros se tornaram hits no BookTok e no Goodreads, onde os leitores se auto-proclamam McFans.

Com tramas envolventes, reviravoltas imprevisíveis e um estilo de escrita direto e ágil, Freida alcançou o status de best-seller com quase todos os títulos que publicou. Seus livros são perfeitos “vira-páginas” — histórias para quem busca uma leitura rápida e cheia de tensão e acontecimentos surpreendentes, para devorar.

Em O namorado, a autora constrói uma trama que fisga o leitor de forma sutil e certeira. Partindo dos dilemas e desafios comuns de mulheres que perseguem o roteiro de encontrar um bom homem, casar, ter filhos e uma boa carreira, Freida cria uma atmosfera de apreensão marcada por um mosaico de acontecimentos cada vez mais perturbadores. A narrativa entrega ao mesmo tempo uma história perfeitamente articulada e imprevisível que deixa os leitores vidrados do início ao fim. O livro traz reflexões fundamentais sobre a energia que as mulheres são levadas a investir para atender às convenções sociais.

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