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Mia Couto: conheça um dos melhores escritores moçambicanos

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Mia Couto (Antônio Emílio Leite Couto), atualmente, é o escritor moçambicano mais traduzido no exterior, publicado em cerca de 24 países. Biólogo, professor universitário e jornalista, publicou seu primeiro livro de poesias — Raiz de orvalho —, em 1983. No entanto, o sucesso só chegou com a publicação do romance Terra sonâmbula, em 1992, considerado um dos melhores livros africanos do século XX.

Filho de portugueses que emigraram para Moçambique, Mia Couto recebeu ainda na infância influências culturais europeias e africanas por isso suas obras possuem representações do processo de miscigenação consequente do colonialismo português na África. Além disso, também é possível identificar em suas narrativas o choque cultural resultante dessas questões identitárias.

Influenciado pelo pai, um jornalista e poeta português que se exilou em Moçambique devido a perseguições políticas, Mia Couto começou sua trajetória na poesia na adolescência e aos seus 14 anos teve alguns de seus textos publicados no jornal “Notícias da Beira”. Alguns anos depois, o autor chegou a iniciar os seus estudos universitários no curso de medicina, mas optou por abandonar o curso para seguir sua carreira na área de jornalismo.

Por pertencer à literatura moçambicana pós-independência, período marcado por uma guerra civil que durou 16 anos, suas obras apresentam um caráter político que busca mostrar elementos culturais formadores da identidade nacional. Outras características do autor que marcam presença em suas obras são: neologismos, valorização da linguagem coloquial, alegorias, forte lirismo e traços do realismo mágico ou fantástico.

Principais obras

  • Terra sonâmbula
  • Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra
  • O Último Voo do Flamingo
  • A confissão da leoa
  • Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Principais prêmios

  • Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos (1995)
  • Prémio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra (1999)
  • Prémio União Latina de Literaturas Românicas (2007)
  • Prémio Camões (2013)
  • Prémio Albert Bernard com base na trilogia As areias do Imperador. (2021)

Não à toa, o autor foi escolhido para ser o curador das caixinhas de dezembro/20 da TAG Curadoria, selecionando a obra Moisés Negro de Alain Mabanckou especialmente para nossos associados.

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