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O conto “A filha do rei do pântano”, de Hans Christian Andersen

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Em entrevista ao Huffingtonpost, Karen Dionne revelou que acordou, no meio da noite, com algumas frases prontas na cabeça. Nos dias seguintes, uma personagem continuou falando com a autora, que decidiu buscar inspiração em livros infantis para contar sua história. Entre os livros de infância, ela se deparou com o conto de fadas A filha do rei do pântano, inspiração para o romance homônimo enviado pela TAG Inéditos.

1 – O conto A filha do rei do pântano é sobre Helga, uma menina que não fazia ideia do seu grande propósito: ela é a flor capaz de salvar seu pai, um rei egípcio, de uma grave doença. É com a ajuda da mãe adotiva que, após descobrir sua missão, ela percebe o que de mais especial existe dentro dela – e só assim conseguirá salvar a vida do seu pai.

2 – Quando estava escrevendo os primeiros capítulos do romance, Karen disse que havia decidido situar a história de Helena na cidade, como os sequestros de Cleveland. Mas, para trazer elementos diferentes ao thriller, ambientou a cabana de Helena em um pântano do Michigan. No conto de Andersen, o cenário também é um pântano, mas o local fica ao norte das terras vikings.

3 – Helga é a personificação da linha imaginária que separa o bem e o mal. Filha do rei egípcio, um inocente e monstro ao mesmo tempo, a menina tem, também, dupla natureza – assim como Helena, fruto de um crime do seu pai.

4 – Karen determinou e estruturou o futuro de Helena com base em um dos principais tópicos do conto de fadas, que resultou na redenção de um personagem em específico. Por ser uma personagem com personalidade forte, Helga inspirou a escolha do nome Helena para definir a protagonista do romance.

5 – Hans Christian Andersen (1805-1875) foi um escritor e poeta dinamarquês. Escreveu peças de teatro, canções patrióticas e contos, mas é mais conhecido pelas histórias infantis. Seus contos foram traduzidos para mais de 125 idiomas e inspiraram diversas peças, óperas, sinfonias e filmes.

6 – As obras de Andersen refletem uma infância difícil e pobre, intercalando o folclore dinamarquês com assuntos como relações familiares, ética, interação entre ser humano e natureza, moral e religião. Entre os títulos mais conhecidos do autor, estão “O patinho feio”, “O soldadinho de chumbo”, “A roupa nova do Imperador”, “A pequena sereia” e “A Menina dos Fósforos”.

7 – Andersen também é a inspiração para o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. A data é comemorada no dia do nascimento do autor, em 2 de abril. Também são premiados anualmente os melhores escritores do gênero infantil, que recebem uma medalha em homenagem ao autor. No Brasil, a primeira escritora a receber a medalha foi Lygia Bojunga, cujas obras contam com adaptações para TV e cinema.

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