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8 escritores nigerianos para ler imediatamente

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Julho é o mês de aniversário da TAG e também da volta da literatura nigeriana ao clube: o próximo livro surpresa da TAG Inéditos é um best-seller nunca publicado no Brasil.

A literatura nigeriana está intrinsecamente ligada à sua história, assim como a de outros países africanos, que compreende processos decorrentes da colonização e da descolonização. Contudo, é interessante perceber, para além dos conflitos entre o poder colonial e o colonizado, como é marcada por um forte ativismo. As narrativas nigerianas do século XX descrevem uma cultura marcada por rituais místicos e uma sociedade baseada em uma forte tradição literária oral.

Confira alguns escritores que fazem parte desse panorama literário:

Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda vem conquistando leitores desde a publicação de seus primeiros contos e romances, hoje traduzidos para mais de trinta idiomas. Seu primeiro romance, Hibisco Roxo (2003) foi finalista do Orange Prize (atual Baileys Women’s Prize) de 2004 e vencedor do prêmio de melhor primeiro livro do Commonwealth Writers. Já Meio sol amarelo (2006), sobre a guerra do Biafra, venceu o prêmio de ficção do Baileys Women’s Prize de 2007 e o de “melhor dos melhores” da década do mesmo prêmio, em 2015, além de receber uma adaptação cinematográfica homônima em 2013. Para além da escrita de ficção, ela é uma importante voz do feminismo e do debate de questões de relevância social, realizando palestras e publicando manifestos em livros de não ficção.

Buchi Emecheta

Buchi Emecheta nasceu em 1944 na cidade iorubá de Lagos. Até o momento, seu único livro publicado no Brasil é As alegrias da maternidade, enviado com exclusividade aos associados da TAG Curadoria por indicação de Chimamanda Adichie. Depois da publicação da obra, a autora escreveu diversos outros romances, com destaque para Destination Biafra (1982), o primeiro a apresentar a perspectiva de uma mulher sobre a Guerra Civil Nigeriana. Aventurou-se, também, no universo infantojuvenil, em projetos para televisão e em uma autobiografia – que inclui, entre outras histórias, as origens de As alegrias da maternidade. Em toda a sua carreira, dentro e fora dos livros, mostrou preocupação com a educação e empoderamento da mulher.

A próxima autora da TAG Inéditos (ainda surpresa!)

O próximo livro da TAG Inéditos é o romance de estreia de sua jovem autora e foi citado como um dos melhores livros de 2017 por jornais como The Guardian, The Economist e The Wall Street Journal. Essa escritora foi aluna de Margaret Atwood e estudou com Chimamanda Adichie. Saiba mais sobre a obra.

Chinua Achebe

Nascido em 1930 e considerado um dos autores mais importantes da literatura nigeriana, Chinua Achebe foi poeta, crítico literário, romancista e sagrou-se vencedor do Man Booker Prize em 2007, pela sua carreira literária. Seu livro mais célebre, O mundo se despedaça (1958), retrata o povo igbo e os efeitos da colonização britânica no país, a partir de uma narrativa que remodela as convenções do romance europeu, e que se ancora num largo uso do vocabulário igbo. Faleceu em 2013, aos 82 anos.

Uzodinma Iweala

Uzodinma Iweala nasceu em 1982, nos Estados Unidos, em uma família de origem nigeriana. Sua formação acadêmica desenvolveu-se na Universidade Harvard, onde produziu sua tese sobre crianças soldados e que, posteriormente, seria o ponto de partida para seu romance, Feras de lugar nenhum (2015). O livro foi adaptado para o cinema e produzido pela plataforma Netflix.

Wole Soyinka

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1986, Wole Soyinka é romancista, ensaísta e dramaturgo. Em 1954, aos vinte anos, foi para o Reino Unido estudar Literatura Inglesa e, anos depois, obteve seu doutorado na Universidade de Leeds. Entre os assuntos privilegiados em sua escrita, o autor atenta para os mitos africanos e para os possíveis encontros entre eles e os costumes britânicos. Ao longo de sua obra, criticou abertamente a corrupção e as incongruências que permearam os períodos ditatoriais de seu país.

Sefi Atta

Sefi Atta é uma romancista e dramaturga nascida em Lagos, em 1964. Após concluir seus estudos na Universidade de Birmingham, ela deixa a Inglaterra e parte para os Estados Unidos, onde escreve Tudo de bom vai acontecer (2005). O livro, vencedor do prêmio Wole-Soyinka de 2006, é centrado na amizade de duas mulheres, uma católica e a outra muçulmana, ao mesmo tempo em que retrata a Nigéria, país recém-saído da Guerra de Biafra, marcado por repressão política, golpes de estado e corrupção.

Flora Nwapa

Florence Nikiru Nwapa nasceu em 1931, em Oguta, tendo sido a primeira escritora nigeriana de língua inglesa publicada internacionalmente e influenciado diretamente Buchi Emecheta. Nos anos 60, enquanto atuava como professora, redigiu seu primeiro romance, Efuru (1966), e o apresentou a Chinua Achebe. Em seguida, seu livro foi publicado em Londres e ela tornou-se a primeira mulher, dos vinte e seis homens até então, a aparecer na coleção de escritores africanos da editora Heinemann. A escritora faleceu em 1993, com apenas 62 anos.

2 comments

Ana Paula 30 de setembro de 2018 Responder

Olá gostaria de saber se aquele kit que a Djamila Ribeiro ganhou está disponível.
É da tag ela mencionou no story.

    TAG - Experiências Literárias 1 de outubro de 2018 Responder

    Oi, Ana! Sim! O kit está disponível para compra na nossa loja virtual. Tornando-se uma associada do clube, você ganha acesso à seção dos kits passados e pode adquirir todos aqueles que desejar 🙂

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