O Dia dos Pais é uma data que desperta diferentes sentimentos. Pode significar afeto, presença e memória afetiva; mas também pode trazer saudade, ausência ou as dores de relações difíceis. Como a literatura nos mostra, a paternidade é complexa. Envolve amor, falhas, silêncio, cuidado, distância, reconciliação. E boas histórias podem ser pontes poderosas para cultivar ou refletir sobre esse laço. Por isso, trazemos dicas de livros que fazem retratos inesquecíveis da paternidade, em tudo o que ela pode representar. Alguns desses pais inspiram por sua força e generosidade. Outros, com sua humanidade falha, nos convidam a refletir sobre os desafios e os aprendizados que esse papel carrega. São leituras que emocionam, provocam e acolhem, perfeitas tanto para presentear quanto para refletir. E o melhor é que algumas estão com descontos especiais na Livraria da TAG. Vem conferir nossa lista de livros para o Dia dos Pais!
Carta ao pai, de Franz Kafka

Neste fascinante, intenso e honesto acerto de contas literário, o grande escritor tcheco se dirige ao pai expondo a difícil relação entre os dois, revelando conflitos, medos e ressentimentos. Com impressionante habilidade de análise e argumentação, Kafka faz um retrato cru das complexidades familiares e transforma uma carta pessoal em um documento perene da literatura universal.
K., relato de uma busca, Bernardo Kucinski

A busca de um pai pela filha desaparecida durante o regime militar brasileiro é o mote desse romance ímpar na literatura brasileira. Com um domínio técnico admirável, Kucinski constrói um elo com o leitor logo nas primeiras linhas,fazendo com que este, desconcertado, (re)viva o período de opressão e de torturas precisamente remontado por conta de uma narrativa pungente e avassaladora.
A estrada, de Cormac McCarthy

Eleito um dos melhores livros do século 21 pelo New York Times e possivelmente a obra-prima do autor, esta é uma tocante jornada em que um pai e seu filho percorrem uma terra devastada, em um futuro não muito distante e apocalíptico. Entre os poucos sobreviventes, a dupla precisa mais do que nunca cuidar do laço que os mantêm unidos para encontrar forças em meio às ruínas e a ausência de um horizonte futuro. Uma história sobre amor incondicional, sacrifício, amadurecimento e esperança.
O mapeador de ausências, Mia Couto

Inspirado nas memórias familiares e na figura do próprio pai, o escritor moçambicano mergulha no contexto pré e pós independência de seu país através do personagem Diogo Santiago, respeitado poeta e intelectual que volta a sua cidade natal pela primeira vez depois de anos e relembra a infância na Moçambique colonial. Filho de um pai jornalista e poeta, recorda das viagens que fez com ele ao local de terríveis massacres cometidos pela tropa colonial, da perseguição e prisão pela polícia política e, sobretudo, de seu amor pela poesia.
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O sol é para todos, de Harper Lee

Narrado pela perspectiva da pequena Scout, este clássico da literatura mundial conta a história de seu pai, Atticus, um advogado que se arrisca para defender um homem negro acusado de estupro no sul dos Estados Unidos durante a década de 1930. Um romance emblemático e atemporal sobre racismo e injustiça, o livro recebeu o Prêmio Pulitzer de ficção e conta com uma adaptação cinematográfica, que rendeu um Oscar de Melhor Ator a Gregory Peck em 1963.
O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe

Crisóstomo, um pescador solitário, encontra em um menino órfão, Camilo, a chance de construir um laço profundo e verdadeiro de paternidade, preenchendo o vazio que leva no peito. Em sua belíssima e cuidadosa prosa, Valter Hugo Mãe constrói uma trama com personagens tão excêntricos quanto humanos, que carregam suas tragédias com lirismo e ingenuidade, povoando o vilarejo litorâneo onde a a esperança do amor faz surgir uma alegria pequena, mas firme, porque construída com o possível. O livro está em adaptação pela Netflix, em um filme estrelado por Rodrigo Santoro.
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