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Literatura coreana: conheça obras do país asiático

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Em fevereiro, a TAG Inéditos se aventurou em um cenário ainda pouco explorado: a literatura da Coreia do Sul. O livro enviado pelo clube foi O bom filho, da escritora You-jeong Jeong. Best-seller internacional, o sucesso do thriller abre caminho para que outras obras coreanas ganhem cada vez mais espaço entre os leitores. Selecionamos quatro dicas de leitura para você:

A vegetariana (Ed. Todavia, 2018), de Han Kang

Antes do pesadelo, Yeonghye vivia uma rotina normal. Mas, quando imagens de sangue começam a assombrar seus pensamentos, ela resolve parar de comer carne. Em um país marcado pela obediência aos costumes sociais, sua decisão é um ato subversivo. À medida que sua rebelião pessoal passa a se manifestar e afetar àqueles à sua volta, a protagonista se vê imersa em uma metamorfose mental e corporal. Esta edição foi traduzida diretamente do coreano por Jae Hyung Woo, mesmo tradutor de O bom filho.

Por favor, cuide da mamãe (Ed. Intrínseca, 2012), de Kyung-Sook Shin

Park So-nyo sai com o marido para visitar os cinco filhos em Seul. Mas, envelhecida e enferma, ela se perde em uma das estações de metrô. Ele, acostumado à esposa que sempre caminhou atrás, seguindo seus passos, só percebe o ocorrido após o trem partir. Começa, então, a busca pela mãe desaparecida – que se transforma em uma descoberta emocional sobre uma mulher invisível para a própria família. Um retrato da Coreia do Sul, o romance também conta uma história universal sobre laços familiares.

Sukiyaki de domingo (Ed. Estação Liberdade, 2014), de Bae Su-Ah

Destoante da imagem glamourizada e tecnológica legitimada no imaginário ocidental, este romance expõe um lado underground e menos conhecido da Coreia do Sul. Com forte crítica social, a narrativa mostra, através de protagonistas marginalizados, o cotidiano de comunidades periféricas e seus efeitos nas relações interpessoais – como as dificuldades de afeto e de comunicação que, somadas à falta de capital e de oportunidades, alimentam uma realidade de violência e exclusão.

Flor negra (Ed. Geração, 2014), de Kim Young-Há

Baseada em uma história real, Kim Young-ha, um dos maiores expoentes da literatura oriental, narra sobre amores impossíveis, ascensão e queda de impérios e os perigos que a busca por liberdade pode acarretar. Em abril de 1905, mais de mil coreanos de diversas classes sociais, desde ladrões até membros da realeza, rumaram ao México uma vida melhor. Entretanto, encontraram apenas o trabalho escravo e se depararam com uma violenta Revolução Mexicana.

4 comments

Clara 3 de março de 2019 Responder

Fiquei angustiada no livro desse mês, o bom filho. Ele é bom, mas é denso e provoca sentimentos diversos. Nossa, que capacidade incrível da escritora em conseguir mexer tanto com o leitor.

Simone Trevisan de Góes 27 de março de 2019 Responder

Gostei muito de O Bom Filho e por coincidência (se é que existe) em outro clube de Leitura tive a indicação para ler A Vegetariana. Foram duas experiências incríveis e densas. Muito bom esse contato com outras culturas.

Carla 27 de março de 2019 Responder

Dicas excelentes! Depois de O bom filho, sinto-me muito animada a conhecer mais da literatura coreana. Ótima forma de divulgação e conhecimento de uma cultura importante, mas que por muito tempo passou despercebida.

Flavia Thomaz Murra da Silva 25 de abril de 2019 Responder

Eu preciiiiiiiiiiiiso comentar sobre o livro de Fevereiro/19 – O bom filho …
Confesso que qdo comecei a ler me senti um pouco desmotivada, mas depois de algumas páginas, eu fiquei completamente fixada na história. Foi maravilhoso concluir , saber seu final empolgante e imensamente inusitado para mim. Agradeço muito ter tido a iniciativa de fazer parte da Tags, eu não tinha literalmente o hábito da leitura, e estou me habituando a este mundo e estou apaixonadaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!! Bora fazer a leitura da próxima Tags ….

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