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Vozes russas de todos os cantos

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Por Denise Regina de Sales

As últimas palavras de Svetlana Aleksiévitch na edição brasileira de Vozes de Tchérnobil, em tradução de Sonia Branco, são as seguintes: “Tenho três casas: a minha terra bielorrussa, pátria do meu pai, onde vivi toda a minha vida; a Ucrânia, pátria da minha mãe, onde nasci; e a grande cultura russa, sem a qual não me imagino. Todas elas me são caras. Mas é difícil, na nossa época, falar de amor.”

O amor pelas três casas e o desejo de ouvir as vozes de todos os recantos da Rússia e das ex-repúblicas soviéticas é o que move a jornalista e escritora, ganhadora do Nobel de literatura de 2015 por “seus escritos polifônicos, um monumento ao sofrimento e à coragem em nosso tempo”. Três de suas obras chegaram ao Brasil no ano seguinte ao da premiação. O citado Vozes de Tchernóbil tem no título russo a palavra “molitva”, que significa prece, oração, súplica. Como testemunha da catástrofe de Tchernóbil, Svetlana Aleksiévitch prefacia e apresenta três coros – de soldados, do povo e de crianças – numa prece-homenagem a todos os que sofreram e ainda sofrem as consequências da série de explosões que destruiu o reator e o prédio do quarto bloco da Central Atômica de Tchernóbil, na fronteira da Ucrânia com a Bielorrússia, em 26 de abril de 1986.

Em A guerra não tem rosto de mulher, a autora homenageia as mulheres em geral e, especialmente, cerca de um milhão de mulheres que lutaram no Exército Soviético e, por muito tempo, foram obrigadas a se calar a respeito da experiência traumática vivida. Ao ouvirmos as suas vozes, concluímos, juntamente com a escritora, em tradução de Cecília Rosas, que “a guerra ‘feminina tem suas próprias cores, cheiros, sua iluminação e seu espaço sentimental. Suas próprias palavras. Nela, não há herois nem façanhas incríveis, há apenas pessoas ocupadas com uma tarefa desumanamente humana. E ali não sofrem apenas elas (as pessoas!), mas também a terra, os pássaros, as árvores. Todos os que vivem conosco na terra.”

Há muito sofrimento também nas vozes de O fim do homem soviético, livro que revela esperanças e frustrações, dores e júbilos, desilusões e encantamentos. O “drama socialista”, como escreve Aleksiévitch, desenvolve-se à nossa frente em relatos de atores anônimos. Assim como nos outros livros, a escritora preocupa-se especialmente com a vida cotidiana, com o pequeno espaço interior de cada ser humano que teve de enfrentar a mudança radical do fim do Estado soviético.

Ao lado dessas três obras, nas prateleiras brasileiras, surgem agora As últimas testemunhas (cem histórias não-infantis). Mais uma vez um texto de fronteira, que reúne jornalismo, documento e literatura, e nos revela o destino de milhares de crianças enviadas para orfanatos na República da Bielorrússia na Segunda Guerra Mundial. São histórias impactantes de tragédias pessoais sobre o pano de fundo do conflito que os russos costumam chamar de Grande Guerra Patriótica. Na primeira epígrafe do livro, uma homenagem multinacional: aos milhares de crianças soviéticas: russas, bielorrussas, ucranianas, judias, tártaras, letãs, ciganas, cazaques, usbeques, armênias, tadjiques…

O caráter multinacional da literatura de língua russa

Não causa estranheza, obviamente, a existência de muitas nacionalidades em uma União cujas fronteiras estendiam-se a oeste até a Europa; ao norte, até o Ártico; a leste até o Japão; ao sul, até a China. A questão das nacionalidades foi uma bandeira e um problema para o governo soviético. Parafraseando Boris Schnaiderman em Os escombros e o mito, a cultura e a literatura soviéticas não podem ser pensadas sem a marca forte de um verdadeiro mosaico de povos.

Esse mosaico, presente nas “três casas” de Svetlana Alekseiévitch, encontra-se em Vladímir Vladímirovitch Maiakóvski (1893-1930), cuja produção literária guarda um traço da infância em Bagdádi, povoado da Geórgia. Está presente nos escritos de Óssip Emilievitch Mandelstam (1891-1938), entre os quais se destaca Viagem à Armênia, com um convite à defesa da diversidade, como neste trecho, em tradução de Paulo Bezerra: “Não há nada de mais ilustrativo e alegre que mergulhar na companhia de pessoas de raça inteiramente distinta, que a gente respeita, com quem simpatiza e de quem se orgulha como um estranho. O conteúdo vital dos armênios, sua ternura grosseira, sua ossatura nobre e laboriosa, sua inexplicável ojeriza a toda e qualquer metafísica e sua magnífica familiaridade com o mundo das coisas reais, tudo isso me dizia: você é vigilante, não tema a sua época, não apele para artimanhas.”

E quantos outros não podemos citar nesta lista do mosaico de povos de Schnaiderman: Boris Leonídovitch Pasternak (1890-1960) e sua íntima relação com a poesia georgiana; o simbolista Aleksandr Aleksándrovitch Blok (1880-1921) e suas traduções do poeta armênio Avetik Saakovitch Issaakian (1875-1957); o poeta quirguiz Tchinguiz Torekulovitch Aitmatov (1928-2008) e a marca de sua cultura na literatura de língua russa…

A situação não é diferente quando voltamos nosso olhar para o Império Russo: uma incontestável diversidade de povos. Um autor em especial simboliza toda essa riqueza e nos faz lembrar Svetlana Aleksiévitch pela sua origem: Nikolai Vassiliévitch Gógol (1809-1958). Em carta à amiga Aleksandra Ossipovna Smirnova (1809-1882), ele se pronunciou sobre a natureza de sua própria alma: “Quanto à pergunta ‘qual é minha alma, ucraniana ou russa’, eu mesmo não sei qual é minha alma. Não há nela, de modo algum, predominância nem do ucraniano sobre o russo, nem do russo sobre o ucraniano. As duas naturezas foram generosamente premiadas por Deus e, parece que de propósito, cada uma delas inclui em si aquilo que a outra não tem – este é um sinal claro de que devem se complementar.”

Nesta correspondência íntima, Gógol usa os termos khokhol para se referir a ucraniano e Pequena Rússia para se referir à Ucrânia. Khokhol, o penteado masculino que se caracteriza pela cabeça raspada, mas com um tufo longo de cabelos no alto, está diretamente associado aos cossacos, sendo usado, muitas vezes, como apelido pejorativo para os ucranianos. Nas cartas entre Smirnova e Gógol, no entanto, o termo tem uso mais carinhoso do que depreciativo. Já Pequena Rússia era o nome dado à região da Ucrânia desde o início do século XIV. Juntamente com a Bielorrússia (Rússia Branca) e a Rússia, ela formava o grande Império Russo.

Assim como a alma de Gógol, tanto russa quanto ucraniana, a sua obra tem sido analisada pelos críticos como dupla, bifacetada. De um lado as histórias ucranianas, que se passam em ambientes festivos, carnavalescos e lendários, retratados a partir das lembranças da infância e da juventude na região de Poltava (Ucrânia), onde o escritor nasceu, e das descrições que a mãe enviava a pedido do filho. São dessa fase a lendária Tarás Bulba, novela épica que ajudou a perpetuar a imagem dos cossacos como povo guerreiro, destemido, amante de bebidas e farras, pronto a trabalhar e lutar com incansável disposição. Em tradução de Nivaldo dos Santos: “Não havia um ofício que o cossaco não conhecesse: destilar vinhos, equipar uma telega, fabricar pólvora, realizar trabalho de ferreiro e serralheiro e, somado a isso tudo, passear desvairadamente, beber e farrear como só um russo é capaz – tudo isso era muito fácil para ele.”

De outro lado, os textos petersburgueses, ambientados na capital do Império, no clima urbano sombrio e aterrador de uma São Petersburgo dominada pela burocracia estatal, porém enganadoramente sedutora, como descreve Gógol no final de Avenida Niévski, em que a avenida principal resume as características da cidade. Aqui em tradução de Rubens Figueiredo: “Ela mente o tempo todo, essa avenida Niévski, porém mente sobretudo quando a noite recai sobre ela como uma densa massa e realça as paredes brancas e cor de palha das casas, quando a cidade inteira transforma-se em trovão e brilho, miríades de carruagens despencam das pontes, boleeiros berram e saltam sobre os cavalos e quando o demônio em pessoa acende os lampiões, apenas para mostrar tudo sob um aspecto falso.”

E não pode ficar de fora o grande romance Almas mortas, onde lemos a definição épica e mítica da Rússia na imagem da troica, no final da primeira parte, no momento em que Tchitchicov, em suas andaças pelo interior da Rússia, exorta o cocheiro Selifan a apressar os cavalos. Em tradução de Tatiana Belinky “Isso é jeito de andar? Toca para a frente,  anda!  […] E qual é o russo que não ama uma corrida veloz? Que alma, senão a alma russa, que aspira a embriagar-se, entrar num torvelinho, dizer de quando em quando: ‘Que vá tudo ao inferno!’ […] Eh, tróica! Pássaro troica, quem foi que te inventou? Só podias ter nascido de um povo atrevido, naquela terra que não está para brincadeiras, mas espraiou-se, imensa e alastrada, pela metade do mundo. […] E não é assim que tu mesma voas, Rússia, qual uma tróica impetuosa que ninguém consegue alcançar? […] Rússia, para onde voas? Responde! Ela não responde. Vibram os sininhos no seu tilintar mavioso, zune e transforma-se em vento o ar dilacerado em farrapos; passa voando ao largo tudo o que existe sobre a terra, e, de olhar enviesado, afastam-se e abrem-lhe caminho os outros povos e os outros países.”

A literatura russa documental

Sim, um mar de povos e culturas e uma literatura múltipla, expressão dessa variedade. E qual seria o lugar de Svetlana Aleksiévitch nesse conjunto? Nascida em 1948 na cidade de Ivano-Frankovsk, na República Soviética Socialista da Ucrânia, Aleksiévitch mudou-se com a família para o interior da República da Bielorrússia e, mais tarde, formou-se em jornalismo na capital, Minsk. Em 1983, por indicação de escritores, entre eles Ales Mikháilovitch Adamovitch (1927-1994), entrou para a União dos Escritores da Bielorrússia.

Eu venho de uma vila em chamas, livro de Adamovitch em coautoria com Ianka Bril (1917-2006) e Vladímir Andreievitch Koliésnik (1922-1994), impressionou positivamente a autora que buscava um estilo próprio, uma forma de exprimir as vozes da vida real, que ela ouvia a cada dia nas ruas, em casa, nas lanchonetes… “Passei muito tempo procurando… Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos”, conta ela no capítulo “O ser humano é maior que a guerra”, no início de A guerra não tem rosto de mulher.

Pois Adamovitch ofereceu-lhe o que ela procurava. Estava tudo ali naquele romance cujo tema é a tragédia vivida pelo povoado de Khatin  (Bielorrússia) completamente arrasado pelas tropas nazistas em março de 1943. A habilidade em retratar de forma contundente a violência e o absurdo da guerra inspirou ainda um dos relatos cinematográficos mais intensos sobre a Segunda Guerra: o filme “Vá e veja”, de Elem Germánovitch Klimov (1933-2003). Nele Fliora, um garoto-soldado representa a voz infantil, a voz da ingenuidade, silenciada pela violência da guerra; ele espelha toda a perplexidade humana no pós-guerra, na época da inocência perdida, na época da passagem direta de um estado de ingenuidade e esperança ao estado de ceticismo traumatizado. Se, nas primeiras cenas, o ator adolescente Aleksei Evguiênievitch Kravtchenko (1969-) tinha um rosto de criança, no final do filme, ele se transforma em velho debilitado, passando da euforia de quem tem toda a vida pela frente ao desespero de quem sobreviveu à pior das barbáries.

Em entrevista sobre o filme, cuja estreia aconteceu em 1985, Klimov explica que, num sentimento semelhante ao relatado por Svetlana Aleksiévitch, sentia-se incomodado por não ter contado a sua história da guerra, “por não ter feito o meu filme sobre a guerra”. Quando criança, em 1942, ele e a mãe fugiram de Stalingrado (Volgogrado) pelo rio Volga e, ao longo do percurso, aterrorizaram-se com a visão da cidade ardendo em chamas, em toda a sua longa extensão. A cidade inteira queimava, as labaredas subiam ao céu, o rio e a água também queimavam e, além disso, prosseguiam os bombardeios. “Meu pai ficou na cidade para defendê-la. Quer dizer, tenho lembranças de infância muito fortes dessa época, desse inferno. E elas vivem dentro de mim até hoje. Quando a Guerra Fria se acirrou, parecia-me que estávamos muito próximos de uma terceira guerra mundial.”, conta o diretor.

Quando teve a ideia do roteiro, Klimov escolheu o título Mate Hitler, porém, passados sete anos, disseram-lhe estar proibida pela censura a menção do nome de Hitler em público. Klimov insistiu: mas é “mate” Hitler, e não só no sentido mais literal, mas inclusive no sentido mais amplo, de matar o hitler que há cada um de nós, de matar o princípio diabólico. O diretor argumentou em vão. Foi então que lhe sugeriram buscar um título na Bíblia, no Livro do Apocalipse, nas Visões Proféticas: “O cordeiro rompe os sete selos – Vi quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos, e ouvi o primeiro dos quatro Viventes dizer como o estrondo dum trovão: ‘Vem!’ Vi então aparecer um cavalo branco, cujo montador tinha um arco. Deram-lhe uma coroa e ele partiu, vencedor e para vencer ainda. Quando abriu o segundo selo ouvi o segundo Vivente dizer: ‘Vem!’ Apareceu então outro cavalo, vermelho, e ao seu montador foi concedido o poder de tirar a paz da terra, para que os homens se matassem entre si. Entregaram-lhe também uma grande espada.” E daí saiu “Vá e veja”.

No mundo de Klimov, no mundo de Adamovitch, estão os elementos usados por Svetlana Aleksiévitch em sua prosa. O que ela quer é falar das vozes que coletou, das pessoas que ouviu e não de uma guerra gloriosa como aparece nos livros de história. Ela entendeu que o importante são as “pessoas pequenas”, “o pequeno grande ser humano. Humilhado, pisoteado, ofendido”.

Humilhado e ofendido, como no título do romance de Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski, outra influência abertamente declarada na obra da escritora bielorrussa.

A segunda epígrafe de As últimas testemunhas lembra um trecho de Os Irmãos Karamázov. Ivan e Aliocha discutem. O primeiro afirma, revoltado: “Enquanto houver tempo eu me apressarei a me proteger, porque recuso a harmonia eterna. Ela não vale uma lágrima minúscula nem mesmo daquela criança supliciada, que batia com seus punhozinhos no peito e rezava ao seu ‘Deusinho’ naquela casinha fétida e banhada em suas minúsculas lágrimas não redimidas!”

A revolta de Ivan no romance-síntese de Dostoiévski consiste na ideia que resume o sentido e a motivação do relato sobre o massacre das crianças bielorrussas. Por outro lado, por semelhança temática, os livros de Svetlana Aleksiévitch aproximam-se mais de Memórias da casa dos mortos. Divulgada como literatura de não-ficção, a prosa da autora de Vozes de Tchernóbil alinha-se ao relato autobiográfico de Dostoiévski sobre os quatro anos passados em uma prisão de trabalhos forçados, embora este último tenha conferido um caráter mais ficcional a suas memórias, ao introduzir um editor que prefacia o relato e afirma estar publicando o conteúdo dos cadernos de Aleksandr Pietróvitch Goriântchikov, preso e condenado pelo assassinato da própria esposa.

“Para que as pessoas recordam? Para restabelecer a verdade? A justiça? Para se libertar e esquecer? Ou porque compreendem que participaram de um evento grandioso? Porque buscam no passado alguma proteção?”, pergunta-se Aleksiévitch Em Vozes de Tchernóbil. Nas respostas da autora ecoa a prosa de Varlam Tíkhonovitch Chalámov (1907-1982), autor de Contos de Kolimá  Kolimá, seis volumes sobre quase vinte anos de encarceramento em prisões e campos de trabalhos forçados. Para Chalámov, o mundo exigia uma “nova prosa”, um texto escrito com sangue, por testemunhas que viveram na carne o sofrimento, no caso dele, o martírio dos campos de trabalhos forçados. Assim ele criou uma coletânea de contos impactantes, em que busca levar o leitor à atmosfera desumana e desumanizadora das prisões geladas do Extremo Norte.

A prosa documental do futuro é esse documento da memória, emocionalmente marcado no corpo e na alma, uma literatura onde tudo é documento, como as vozes ouvidas e contadas pela ganhadora do Nobel.

Na lista do prêmio Nobel

Em 2015, as manchetes dos jornais brasileiros destacaram a vitória das mulheres: Svetlana Aleksiévitch foi a 14ª mulher premiada com o Nobel de literatura. Os russos fizeram outra conta: o 6º prêmio destinado a autores de obras em língua russa.

Ivan Alekseievitch Búnin, uma das principais vozes dos russos emigrados, abriu essa lista. Nascido em 1870, em uma família da nobreza, Búnin começou a escrever ainda muito jovem e logo se aproximou de Liev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910) e Anton Pávlovitch Tchekov (1860-1904). Contos como “Um senhor de São Francisco” e “Respiração suave”, além das novelas O amor de Mítia e O processo do tenente Ielaguin, fazem parte do conjunto de títulos publicados no Brasil.

Mais de vinte anos depois, em 1958 Boris Leonídovitch Pasternak recebeu o Nobel. Poeta de enorme prestígio na URSS, o autor do romance “Doutor Jivago”, adaptado com grande sucesso para o cinema, não teve permissão para sair da URSS a fim de receber o prêmio.

Em 1965, a Academia Sueca premia o terceiro autor de língua russa, Mikhail Aleksandrovitch Cholokhov (1905-1984), “pela integridade e força artística com que, no seu épico do rio Don, deu expressão a uma fase histórica na vida do povo russo”.

Em 1970, é a vez de Aleksandr Issaievitch Soljenítsin (1918-2008), “pela força ética com que segue as tradições da literatura russa”. No Brasil, sobretudo na onda de denúncias dos campos de trabalhos forçados stalinistas, logo se publicou Arquipélago Gulag, que popularizou a abreviação russa de Glavnoe Upravlenie Lagueriami (Administração Central dos Laguer), seção especial do Ministério do Interior da URSS responsável pelo controle do sistema prisional de 1934 a 1956.

E o último da lista, antes de Svetlana Aleksiévitch, foi Iossif Aleksandrovitch Brodski (1940-1996), poeta, ensaísta, dramaturgo e tradutor, que emigrou para os Estados Unidos em 1972.

1 comment

Francielle 29 de agosto de 2018 Responder

Li poucos livros russos, mas estão na lista. Uma das minhas frases favoritas de livros é de um autor russo. “Light of my life, fire of my loins”, de Lolita.

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