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12 livros publicados após a morte de seus autores (alguns deles quase foram destruídos!)

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Você sabia que, em 2009, a publicação de um manuscrito inédito de Nabokov causou alvoroço no meio literário? E que Kafka desejava a destruição de dois de seus mais importantes trabalhos? A seguir, contamos essas e outras histórias de 12 livros que só foram lançados (poucos anos ou muitas décadas) após as mortes de seus autores.

O diário de Anne Frank

Anne Frank foi uma menina judia que, para fugir dos nazistas, se escondeu com a família em um anexo secreto em Amsterdam durante a Segunda Guerra Mundial. Ela mantinha um diário que pretendia publicar assim que a guerra acabasse. Infelizmente, porém, Anne foi vítima do holocausto depois de pouco mais de 2 anos no esconderijo. Seu pai, Otto, foi o único sobrevivente do campo de concentração e publicou o diário em 1947, tornando a filha e seu relato mundialmente conhecidos.

As 3 últimas partes de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust

A prisioneira (1923), A fugitiva (1927) e O tempo redescoberto (1927), partes do romance Em busca do tempo perdido, que é dividido em 7 livros e começou a ser publicado em 1913, foram lançadas após a morte de Proust. O francês, que desfrutou ainda em vida da fama trazida pelos livros que escreveu, faleceu em decorrência de uma pneumonia em 1922.

Claraboia, de José Saramago

O romance de Saramago chegou às livrarias pouco mais de um ano após a morte do escritor em 2010. Escrito quando Saramago tinha 30 anos de idade e ainda não era um nome consagrado, Claraboia foi enviado a uma editora que, na época, não deu resposta ao autor nem devolveu o original. Quase 40 anos depois, o romance foi redescoberto. Saramago recusou-se a publicar o livro em vida e deixou a decisão de lançá-lo ou não após sua morte nas mãos de seus herdeiros, que optaram por trazê-lo a público.

Finn’s Hotel, de James Joyce

O manuscrito de Finn’s Hotel, que seria um embrião de Finnegans Wake, foi escrito em 1923 e encontrado em meio a outros papéis do autor no início da década de 1990. Os pequenos contos sobre a Irlanda que compõem o livro revelam o lado mais divertido e a escrita mais acessível de Joyce. Uma longa briga judicial atrasou o acesso dos leitores ao texto em mais de 20 anos, até que, em 2013, a editora irlandesa Ithys Press editou e publicou o livro.

O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien

O Silmarillion relata, através de lendas do passado, acontecimentos anteriores aos eventos narrados em O senhor dos anéis e foi compilado e publicado pelo filho de Tolkien, Christopher, em 1977. O escritor trabalhou nesse e em diversos outros textos que não conseguiu finalizar ao longo de sua vida. O filho conseguiu dar os toques finais e lançar muitos deles após a morte do pai em 1973, como Roverandom (1998) e Os filhos de Húrin (2007). Seu livro póstumo mais recente, The tale of Beren and Lúthien, foi lançado em 2017.

O processo O castelo, de Franz Kafka

O processo, bem como O castelo, as grandes obras de Kafka ao lado de A metamorfose, foram publicados pelo seu amigo e biógrafo Max Brod. O escritor havia deixado instruções que previam a destruição do material inédito deixado por ele. Max Brod, entretanto, não seguiu as recomendações do amigo e publicou ambas as obras após sua morte. Hoje, esses livros são considerados os maiores expoentes do universo kafkaniano.

2666, de Roberto Bolaño

Falecido 2003, aos 50 anos, enquanto esperava por um transplante de fígado, Bolaño deixou pronto 2666, seu romance mais aclamado pela crítica. Produzido durantes seus últimos anos de vida e publicado em 2004, o livro foi sua obra mais ambiciosa e eleito livro do ano pela Time Magazine.

O original de Laura, de Vladimir Nabokov

Nabokov estava trabalhando nesse romance antes de falecer, em 1977. Ele pediu à família que destruísse o manuscrito inacabado. Sua esposa, entretanto, não teve coragem de fazê-lo e delegou a decisão ao filho do casal. Após anos de debates, ele optou pela publicação da narrativa fragmentada em 2009.

Persuasão

Persuasão foi o último livro concluído por Jane Austen, quando a escritora já havia sido acometida pela doença que a matou. A obra foi publicada em 1817 alguns meses após sua morte.

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