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5 obras marcantes de Gabriel García Márquez

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O colombiano Gabriel García Márquez, um dos mais importantes escritores do século XX, comoveu uma legião de admiradores com sua morte no dia 17 de abril de 2014. Um dos escritores mais traduzidos do mundo, ele vendeu mais de 40 milhões de livros em 36 idiomas. Gabo, como era conhecido, completaria 90 anos em 2017, ano que coincide ainda com o 50º aniversário da publicação de sua obra mais célebre, o romance Cem anos de solidão.

Em 1982, Gabriel García Márquez se tornou o 4º escritor a trazer o Prêmio Nobel de Literatura para a América Latina. A honraria foi atribuída a ele pelo conjunto de seus romances e contos, nos quais a combinação do fantástico com o real tece o retrato de todo o continente. O autor é considerado mestre do realismo mágico e sua obra reflete o engajamento político do escritor colombiano, que atuava também como jornalista e ativista.

Separamos, abaixo, apenas algumas das diversas obras marcantes deixadas por Gabriel García Márquez. A leitura de qualquer uma delas dá entrada ao rico universo do autor.

1. Ninguém escreve ao coronel (1961)

Em meio à luta pela sobrevivência em uma cidadezinha hostil, um coronel reformado aguarda periodicamente o pagamento atrasado de sua aposentadoria pelos correios. Um dos primeiros contos escritos por Gabo, essa trama simples é permeada pela ironia e pela sutil observação dos contextos histórico e político de seu país.

2. Cem anos de solidão (1967)

Em sua obra-prima, Gabo construiu uma alegoria da história latino-americana a partir da árvore genealógica da família Buendía. Macondo, cidade imaginária onde se passa a ação do livro, poderia ser identificada como qualquer cidade da América Latina. Fenômeno de vendas e de crítica, Cem anos de solidão aborda temas universais com notável apuro técnico.

3. Crônica de uma morte anunciada (1981)

“No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às cinco e meia da manhã para esperar o navio em que chegava o bispo”. Assim começa Crônica de uma morte anunciada. Baseado em um fato histórico, o livro adianta no título e em sua frase de abertura o terrível destino de Santiago Nasar. A explicação da tragédia, entretanto, se dá aos poucos, conforme as peças do quebra-cabeças montado pelo autor vão se encaixando.

4. O amor nos tempos do cólera (1985)

A concepção desse romance partiu do relacionamento dos pais de Gabriel García Márquez que, para ficarem juntos, precisaram enfrentar a distância física e a desaprovação de seu avô materno. No plano da ficção, o livro acompanha a paixão de Florentino Ariza por Fermina Daza. O protagonista é telegrafista, violinista e poeta, mesmas profissões exercidas pelo pai do autor na vida real.

5. Doze contos peregrinos (1992)

Os contos que compõem o livro foram escritos ao longo de 18 anos, entre idas e vindas à pilha de descarte do autor. A insatisfação constante de Gabo é explicada quando ele atesta que “o esforço de escrever um conto curto é tão intenso como o de começar um romance”. Em contos rápidos e envolventes, o livro aborda temas como o fantástico, a paixão e a loucura, tendo como fio condutor o contato do povo latino-americano com outras culturas. Foi a obra enviada em dezembro de 2015 aos associados da TAG – Experiências Literárias.

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