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Conheça a história por trás da criação de “Frankenstein”

Mary Shelley Mary Shelley Share this post

O ano de 2018 marca o bicentenário da primeira publicação de Frankenstein, lançado anonimamente por Mary Shelley no dia primeiro de janeiro de 1818. O livro foi pioneiro e precursor da literatura de horror e ficção científica. Mas você sabe como nasceu essa história?

A ideia para Frankenstein surgiu em uma noite chuvosa de verão na Suíça, onde Mary Shelley passava férias ao lado de dois poetas ingleses: Percy Bysshe Shelley, seu futuro marido, e o célebre Lord Byron, locatário da residência onde o casal estava hospedado. Como os três estavam presos em casa em função da tempestade, Lord Byron sugeriu um passatempo. O poeta, ícone do romantismo, desafiou cada um dos presentes a escrever uma história de fantasmas (e não poderia haver atmosfera mais adequada à temática!).

Em um primeiro momento, Mary Shelley relutou em aceitar o desafio. Alguns dias depois, entretanto, na madrugada de 16 de junho de 1816, a escritora teve a visão de um jovem estudante dando vida a ossos que havia recolhido de uma sepultura. Assim, com apenas 18 anos, Mary Shelley criou Frankenstein. A ideia virou um conto e foi apresentado aos demais presentes na casa.

Incentivada por Percy Bysshe Shelley, Mary trabalhou para desenvolver o conto e transformá-lo em um romance, essencialmente próximo da história original. No livro, o jovem estudante de medicina Victor Frankenstein (que, na cultura popular, acabou por emprestar ao monstro seu nome) dá vida a uma criatura a partir de cadáveres. O monstro, abandonado pelo criador, começa a assimilar os sentimentos humanos e a compreender sua triste condição, revoltando-se e perseguindo Frankenstein.

Na terceira edição do livro, revisada e publicada em 1831, a autora agradece a Percy, que assina o primeiro prefácio que Frankenstein recebeu, por incentivá-la a desenvolver a história que nasceu naquela noite de tempestade. Duzentos anos depois, essa obra recheada de questionamentos morais nunca saiu de circulação e está imortalizada na literatura, no teatro e no cinema.

4 comments

Helga Bannwart 30 de janeiro de 2018 Responder

Amei a publicação! Descobri essa ligação de ambos quando viajei para a Suíça ano passado pra ver minha família. Visitei o Château de Chillon, em Montreux, e tinha uma “pichação” do Lord Byron lá. Fui pesquisar a ligação dele com o castelo, e então descobri que ele estava lá com dois amigos, Percy e Mary, e que depois da visita ele escreveu um poema, “O Prisioneiro de Chillon”, inspirado em um prisioneiro célebre do castelo, François de Bonnivard. Depois vieram os dias de chuva e o resto é história (desse post!).

Cesar Ivanildo da Silva 1 de fevereiro de 2018 Responder

No terceiro parágrafo onde está escrito (…) relutou em aceitar ao desafio . O certo não seria : relutou em aceitar o desafio .

    TAG - Experiências Literárias 5 de fevereiro de 2018 Responder

    Obrigada pela correção, Cesar!

Thiago 5 de março de 2018 Responder

INcrível, historia que sempre irei contar quando houver assunto do tema em questao, amei a ideia de Byron, certas coisas e momentos ao acaso, proporciona obras primas!

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