Neste mês, os associados da TAG Inéditos foram surpreendidos pelo lançamento exclusivo da autora fenômeno do momento, a nova rainha do thriller Freida McFadden. Na entrevista concedida à TAG, ela comentou o livro do mês, O namorado, e ainda refletiu sobre o caráter imprevisível de suas histórias, sua relação com a escrita e a literatura e a aguardada adaptação cinematográfica de seu maior sucesso literário, A empregada. Confira a seguir a entrevista com Freida McFadden!

Em O namorado, a autora constrói uma trama que fisga o leitor de forma sutil e certeira. Partindo dos dilemas e desafios comuns de mulheres que perseguem o roteiro de encontrar um bom homem, casar, ter filhos e uma boa carreira, Freida cria uma atmosfera de apreensão marcada por um mosaico de acontecimentos cada vez mais perturbadores. A narrativa entrega ao mesmo tempo uma história perfeitamente articulada e imprevisível que deixa os leitores vidrados do início ao fim. O livro traz reflexões fundamentais sobre a energia que as mulheres são levadas a investir para atender às convenções sociais.
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SEIS PERGUNTAS PARA FREIDA MCFADDEN
1- Além de ser um vira-páginas delicioso, este livro mobiliza reflexões fundamentais sobre questões de gênero, como a pressão para que as mulheres encontrem parceiros e se tornem mães. O que você gostaria que os leitores levassem dessa história?
Muitas mulheres já sofreram no mundo dos relacionamentos, inclusive eu. Honestamente, eu só queria oferecer a elas uma história divertida, baseada em situações reais que podem ter vivenciado.
2- Você é muito habilidosa ao construir tramas imprevisíveis, que jogam com as expectativas dos leitores e surpreendem a todo momento. Como você planeja e estrutura os elementos de suspense ao longo das suas narrativas?
Eu tento imaginar, como leitora, o que eu acharia que vai acontecer naquele momento da história—e então sigo numa direção inesperada. Muitas vezes, crio uma solução alternativa para o mistério, fazendo os leitores pensarem que aquele será o grande twist, mesmo que não seja.
3- Houve algum momento durante a escrita de O namorado em que a história tomou uma direção inesperada para você, como autora? Como você lida com essas mudanças no processo criativo?
Teve um personagem que eu pretendia que aparecesse apenas uma vez, mas ele acabou se tornando muito mais importante — mas dar mais detalhes seria um spoiler! Eu tenho o enredo planejado mentalmente, mas não com tantos detalhes a ponto de não haver espaço para mudanças se a história começar a seguir outro caminho.
4- Sua trajetória literária não é nada óbvia. Você tem uma carreira consolidada como médica, e já contou em entrevistas que não tinha grandes pretensões quando lançou seu primeiro livro, The devil wears scrubs, de forma independente. Hoje vários de seus livros são fenômenos de vendas. Como foi esse processo? Ser escritora era um desejo antigo, ou aconteceu por acaso?
Escrever sempre foi um hobby para mim. Eu nunca quis ser uma autora profissional, e ainda lido com a tristeza de ter deixado meu trabalho como médica em tempo integral para me dedicar à escrita (por enquanto). Para mim, o mais importante é que o processo seja divertido. Recentemente, eu estava escrevendo um manuscrito e não estava me divertindo, então simplesmente deixei de lado.
5- Como é sua relação com os livros? Que tipo de história você gosta de ler?
Eu amo ler desde os oito anos de idade. Acredito que um bom livro tem o poder de mudar a sua vida. Gosto de uma grande variedade de gêneros e tento alternar entre eles para não enjoar. Ultimamente, tenho lido bastante ficção escrita por mulheres.
6- O filme de A empregada deve chegar aos cinemas ainda neste ano. Como foi para você acompanhar esse processo de adaptação da sua narrativa para as telas?
Eu me envolvi pouco durante o processo, mas sempre me mantive disponível quando precisavam de mim. A equipe responsável pelo filme tem sido incrível, e eu confio 100% neles para criar um ótimo filme.
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A ESTANTE DE FREIDA MCFADDEN
Primeiro livro que li: O primeiro de todos? Não tenho completa certeza! Mas poderia dizer Superfudge, Judy Blume.
Livro que estou lendo: Jackie and Maria, Gill Paul
O livro que mudou minha vida: Não consigo lembrar do nome, mas eu li um livro de psicologia social na faculdade que ainda me pego aplicando à vida todos os dias.
Livro que eu gostaria de ter escrito: Garota exemplar, Gillian Flynn
O último livro que me fez chorar: What does it feel like?, Sophie Kinsella
O último livro que me fez rir: Nada para ver aqui, Kevin Wilson
Livro que dou de presente: Maude, Donna Foley Mabry
Livro que não consegui terminar: Qualquer livro de autoajuda. Eu sigo os comprando com a melhor das intenções…



