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Romances históricos para se aventurar

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A rede de Alice empolgou os leitores da TAG Inéditos em maio. A ação do livro ocorre entre a Primeira Guerra Mundial e o pós-guerra nazista, e a obra aborda o protagonismo de mulheres, como a lendária espiã Louise de Bettignies, em uma rede de espionagem que realmente aconteceu durante o início do século XX.

O livro do mês pode ser considerado um romance histórico, já que relaciona a realidade com a ficção. Estudiosos indicam que o gênero surgiu com a publicação de Ivanhoé (1820), um clássico sobre cavaleiros, templários e cruzadas. É a obra mais famosa do escritor escocês Walter Scott (1771-1832). No Brasil, um dos primeiros livros do estilo é As minas de prata (1865), de José de Alencar (1829-1877).

A vida, os costumes e as estruturas sociais e culturais da época retratada inspiram a construção dos enredos de livros que seguem essa prosa. Os temas e personagens heroicos também são característicos. Para que o leitor tenha uma experiência de imersão literária, os escritores também amparam sua escrita em documentos oficiais, que ajudam a elaborar uma narrativa verossímil.

Gosta de romances históricos? Então temos algumas dicas de leitura para você:

Outlander: a viajante do tempo (Arqueiro, 2018), de Diana Gabaldon

No final da Segunda Guerra Mundial, Claire Randall viaja com o marido para Inverness em uma espécie de segunda lua de mel. Lá, ela se sente atraída por um antigo círculo de pedras, que a transporta a dois séculos atrás, até uma Escócia violenta e dominada por clãs. Ao conhecer o jovem Jamie, Claire precisará escolher entre permanecer no passado ou retornar ao presente. Um fenômeno mundial, a saga inspirou uma série de TV com atuações de Caitriona Balfe e Sam Heughan.

Suíte francesa (Companhia das Letras, 2006), de Irène Némiroysky

Com o marido na guerra, uma francesa começa um relacionamento com um soldado alemão. Além disso, vive o drama de ter seu filho preso pelos soldados nazistas. Esta história traça um retrato fiel da França durante a ocupação alemã. A autora começou a escrever o livro em 1941, enquanto estava refugiada em um povoado francês. Irène foi presa e levada para Auschwitz, onde morreu antes de ver sua obra publicada – anos depois, o manuscrito foi salvo por suas filhas, inspirando um filme homônimo de 2014.

O mestre e Margarida (Alfaguara, 2010), de Mikhail Bulgákov 

Com uma narrativa quase fantástica e cômica, este livro mostra a chegada do diabo em Moscou no ano de 1930, na época em que os ideais de esquerda fervilhavam na antiga União Soviética. A história começa em uma tarde de primavera, quando Satanás visita o local e encontra diversas pessoas tentando viver um dia após o outro no regime político. Após a visita, um rastro de destruição e loucura assola a cidade – mas, apesar disso, a força do amor se faz presente nesses tempos adversos.

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