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5 livros de protagonismo bissexual

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        Ana Souza

Quando falamos de literatura LGBTQIA+, é muito importante lembrar do famoso ditado ou meme que circula na internet: o B não é de “bagunça”. Apesar da crescente bifobia, até mesmo dentro da própria comunidade, a militância bissexual vem crescendo e ocupando cada vez mais espaços nos debates sobre diversidade sexual.

Seja com questões mais iniciais, como lembrar que a bissexualidade não é uma fase ou indecisão, mas sim uma sexualidade completa em si; quanto com pautas mais profundas, como pontuar que a bissexualidade não é, nem nunca foi binária, e se define pela atração por pessoas independentemente do gênero. Cada vez mais a bissexualidade vem se tornando pauta. 

Abaixo, segue uma lista de como os bissexuais vêm ocupando também a literatura nacional e internacional:

 

Os sete maridos de Evelyn Hugo de Taylor Jenkins Reid  

Os sete maridos de Evelyn Hugo, livro já enviado pela TAG, pode ser considerado um dos grandes clássicos bissexuais. Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes – seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a atriz decide contar a própria história – ou sua “verdadeira história” –, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso – e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.

 

Conectadas de Clara Alves 

Raíssa e Ayla se conheceram jogando Feéricos, um dos games mais populares do momento, e não se desgrudaram mais ― pelo menos virtualmente. Ayla sente que, com Raíssa, finalmente pode ser ela mesma. Raíssa, por sua vez, encontra em Ayla uma conexão que nunca teve com ninguém. Só tem um “pequeno” problema: Raíssa joga com um avatar masculino, então Ayla não sabe que está conversando com outra menina. Quanto mais as duas se envolvem, mais culpa Raíssa sente. Só que ela não está pronta para se assumir ― muito menos para perder a garota que ama. Então só vai levando a mentira adiante… Afinal, qual é a chance de as duas se conhecerem pessoalmente, morando em cidades diferentes? Bem alta, já que foi anunciada a primeira feira de Feéricos em São Paulo, o evento perfeito para esse encontro acontecer.

 

Vermelho, Branco e Sangue Azul de Casey McQuiston

Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Pelo menos até Alex precisar lidar com Henry, irmão mais novo do príncipe britânico Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado — e a quem ele não suporta. O encontro entre os dois acaba saindo pior do que o esperado. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar — e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?

 

Clichês em rosa, roxo e azul de Maria Freitas 

Mais literatura bissexual e brasileira nessa lista! Nesta coleção de contos, nós temos personagens cis e trans, binários e não-binários vivendo suas vidas, se apaixonando pelo vizinho, ajudando o avô com as compras, descobrindo novos super poderes; trisais, casais, solteires; músicos, estudantes, alienígenas. Tudo isso reunido em uma série de 12 contos com protagonistas bissexuais.

 

 

 

 

Minha versão de você de Christina Lauren

Há três anos a família de Tanner Scott se mudou da Califórnia para Utah, fazendo com que sua bissexualidade voltasse para o armário. Agora, com apenas mais um semestre até o fim das aulas no colegial e seu tão sonhado futuro em uma universidade longe da família, ele só deseja que o tempo passe mais depressa. Quando Autumn, sua melhor amiga, se inscreve na aula de escrita e o desafia a participar, Tanner não consegue recusar o convite, afinal de contas, quatro meses é tempo mais do que suficiente para escrever um livro, certo? O garoto está mais certo do que imagina, pois leva apenas um segundo para que ele note Sebastian Brother, o prodígio mórmon que, nas aulas de escrita do ano anterior, escreveu e publicou o próprio livro, e agora orienta a turma. Se quatro meses é muito tempo, um mês pode não ser. E é exatamente esse tempo que leva para Tanner se apaixonar por Sebastian.

Essas são algumas das obras com protagonismo bissexual, mas a lista definitivamente não para em apenas em cinco livros. Queremos ela cada vez mais longa! 

Então, conta pra gente: qual outro livro com personagens bissexuais você indicaria?

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