Sabe quando você não consegue engatar a próxima leitura? Pode acontecer depois de um livro muito marcante que você ainda não superou, ou por coisas da vida que dificultam a concentração e o envolvimento com as histórias. Qual leitor nunca passou por uma ressaca literária? Abaixo, preparamos algumas estratégias e, é claro, sugestões de leituras ideais para superar esse fenômeno.
Como superar a ressaca literária?
Nossa dica de ouro: a chave é resgatar o prazer de ler. Se está difícil engajar na leitura, um caminho é consumir conteúdo sobre livros. Vale um podcast, uma série ou filme inspirada em um livro que você ama, entrevistas com seu autor favorito ou até um livro sobre livros. Mergulhar nesse universo pode ser inspirador e te devolver a vontade de se perder nas páginas de uma nova história.
Também é estratégico escolher livros mais curtos e envolventes, que te deem a sensação de que essa é uma atividade possível e te reconectem com a satisfação de ler uma boa história. E que tal passear pelos contos, crônicas ou poesia? Nem só de romances se faz um leitor! Outros gêneros abrem possibilidades únicas de encontro com a leitura.
Se nada disso te tirar da ressaca literária, experimente reler um livro que você adora. Nada mais certeiro do que um título indicado de você para você. Reencontrar uma história que nos marcou no passado pode ser uma experiência profunda de reencontro consigo mesmo.
Livros para fazer as pazes com o prazer da leitura
Mas em que mundo tu vive?, José Falero

Uma coletânea de crônicas marcada pela prosa original e fluida do autor de Os supridores. O cotidiano de trabalhadores da periferia de Porto Alegre é narrado em textos curtos pelo olhar afiado, bem-humorado e ácido de Falero, um observador da vida ao sul do país.
O livro das semelhanças, Ana Martins Marques

Poesia contemporânea para devorar. Em versos diretos, instigantes e sensíveis, a poeta mineira provoca o leitor passeando por temas como a própria relação com a palavra, a constituição de um livro, o amor e a memória – às vezes no mesmo poema, como em: “Ainda que não te fossem dedicadas/ todas as palavras nos livros/ pareciam escritas para você”.
A biblioteca no fim do túnel, Rodrigo Casarin

Em crônicas que exploram dilemas corriqueiros da vida entre os livros, o jornalista narra com bom humor e sem rodeios suas próprias experiências como leitor: as numerosas tentativas para vencer Cem anos de solidão, a relação afetiva com o Menino Maluquinho, a busca por tesouros escondidos nos sebos, a simbologia de Dom Quixote em sua vida pessoal. Reflexo do amplo repertório de leituras de Casarin, o volume é também uma ótima fonte de sugestões literárias certeiras.
Lutas e metamorfoses de uma mulher, Édouard Louis

Parte de um ambicioso projeto autobiográfico, este livro narra a história de libertação da mãe do autor francês, “que lutava pelo direito de ser mulher contra a não existência que lhe impunham”. Em uma cápsula potente de pouco mais de cem páginas, Édouard Louis parte de uma foto para traçar a arqueologia de sua mãe e descobre uma mulher que sobreviveu àquilo que deveria tê-la destroçado.
A professora, Freida McFadden

Nada como um bom thriller para recuperar aquela sensação única de não conseguir parar de ler. Este livro começa com a cena de uma pessoa abrindo uma cova para enterrar um corpo. O leitor não sabe quem é o morto, tampouco quem enterra. Uma história impossível de largar, sobre um casal de professores e uma aluna problemática, que se envolvem em uma intrincada trama de reviravoltas e vingança.



