Literatura estrangeira

Albert Camus: leia, conheça, descubra.

Albert Camus: leia, conheça, descubra.
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Em abril, os associados da TAG Curadoria tiveram a oportunidade de mergulhar na obra de Marguerite Duras, uma das mais importantes autoras da França. O Nobel de Literatura Albert Camus é outro grande nome do país que carrega algumas aproximações com a autora de O amante. Da infância e adolescência em uma colônia francesa à participação na Resistência durante a ocupação nazista de Paris, Marguerite Duras e Albert Camus compartilharam uma época e fizeram parte, de diferentes formas, do mesmo movimento literário, o existencialismo.

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LEIA, CONHEÇA, DESCUBRA: ALBERT CAMUS

Escritor, filósofo e jornalista, o franco-argelino Albert Camus foi um dos maiores expoentes do existencialismo e do pensamento humanista no século 20. Nascido em 1913 na Argélia, então colônia francesa, em uma família humilde, Camus enfrentou dificuldades desde cedo. Perdeu o pai na Primeira Guerra Mundial e foi criado pela mãe.

Formado em Filosofia pela Universidade de Argel, Camus começou sua carreira como jornalista. Mudou-se para a França em 1939, aos 25 anos. No ano seguinte, entrou para a Resistência Francesa durante a ocupação nazista, fundando e editando o jornal clandestino Combat.

Paralelamente, o autor se lançava na literatura. Ainda na Argélia, publicou O avesso e o direito (1936) e Bodas em Tipasa (1937). Entre suas obras mais conhecidas estão os romances O estrangeiro (1942), que explora uma profunda reflexão sobre liberdade e a condição do homem moderno, e A peste (1947), uma alegoria sobre o totalitarismo e a desumanização. Com O estrangeiro, Camus chamou a atenção de Jean-Paul Sartre, de quem permaneceu amigo durante uma década. Em 1952, a publicação do ensaio crítico O homem revoltado motivou um desentendimento público entre os dois filósofos, devido a discordâncias em relação ao comunismo soviético, do qual Sartre era partidário e ao qual Camus se opunha.

Ele também escreveu ensaios filosóficos, como O Mito de Sísifo (1942), que aborda o absurdo da existência, e peças teatrais como Calígula (1944), Estado de sítio (1948) e Os justos (1949). O absurdo, paradoxo entre a busca e a falta de sentido da vida foi um tema que marcou o conjunto de sua obra, inspirada em intelectuais como o alemão Martin Heidegger e o dinamarquês Søren Kierkegaard.

Camus foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1957, aos 44 anos, tornando-se um dos escritores mais jovens a receber a honraria. Sua morte precoce aconteceu três anos depois, em 1960, em um acidente de carro. Seu legado permanece vivo na literatura, na filosofia e no pensamento contemporâneo.

“A única maneira de lidar com um mundo não livre é se tornar tão absolutamente livre que sua própria existência seja um ato de rebeldia.”

PARA COMEÇAR

O estrangeiro

Após cometer um assassinato, um homem enfrenta um julgamento que o coloca frente a frente com o vazio da existência, o absurdo da condição humana e novas concepções de liberdade.

OBRA-PRIMA

A peste

Pelo olhar de um médico, acompanhamos o avanço de uma terrível peste transmitida por ratos em uma cidade da Argélia. Publicado em pleno pós-guerra, este livro carrega uma dimensão política fundamental ao aproximar a cidade atingida pela epidemia da ocupação nazista na França.

PARA SE APAIXONAR DE VEZ

O primeiro homem

Publicado a partir de um manuscrito inacabado encontrado nos destroços do acidente de carro que vitimou Camus, este livro retrata a infância do autor e a história da Argélia, traçando os fundamentos de seu percurso sensível e reunindo os temas que marcaram o conjunto de sua obra.

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