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Entre o mundo real e a ficção: leia 10 escritores jornalistas

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Além de escrever romances, Silas House também atua como jornalista, colunista e professor em duas faculdades no Kentucky. Ele é autor da obra Southernmost Rumo ao sul, recebida pelos associados na caixinha de setembro da TAG Inéditos. Selecionamos para você os nomes de alguns jornalistas que também se aventuraram no mundo da ficção.

 

Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 1936 -)

Escritor, humorista, cartunista, tradutor e roteirista de televisão, Luis Fernando Verissimo já foi publicitário e revisor de jornal. Escreve semanalmente para jornais como Folha de São Paulo e O Globo. Filho do romancista Erico Verissimo, tem livros publicados em quinze países e já escreveu mais de 60 títulos. É autor do best-seller O melhor das comédias da vida privada (Ed. Objetiva, 2004) e criador dos personagens Ed Mort e O Analista de Bagé.

Lionel Shriver (Gastonia, 1957 -)

Lionel Shriver já havia escrito sete livros, mas foi com Precisamos falar sobre o Kevin (Ed. Intrínseca, 2007) que se consagrou no universo literário. O romance recebeu o Orange Prize for Fiction em 2005, tornando-se um best-seller e sendo adaptado em 2011 para um filme homônimo com atuação de Ezra Miller e Tilda Swinton. Shriver já colaborou como jornalista e colunista para The Wall Street Journal, The New York Times e The Guardian.

Eduardo Galeano (Montevidéu, 1940 – 2015)

Entre ficção, documentários e jornalismo, Eduardo Galeano escreveu mais de 50 livros traduzidos para 20 idiomas. No início dos anos 1960, o escritor uruguaio foi editor do semanário Marcha e do diário Época. As veias abertas da América Latina (Ed. L&PM, 2010) é sua obra mais conhecida, que se tornou um clássico da literatura política do continente. A trilogia Memória do fogo (Ed. L&PM, 2013) também está entre seus trabalhos mais notáveis.

Svetlana Alexiévitch (Ivano-Frankivsk, 1948 -)

Vencedora do Nobel de Literatura em 2015, Svetlana cresceu na Bielorrússia. Estudou Jornalismo na Universidade de Minsk, no final dos anos 1960, e trabalhou em um jornal local da província de Brest, como também no Sel’skaja Gazeta, em Minsk. A partir da observação da realidade, a obra da escritora é rica em depoimentos coletados ao longo do tempo. A Companhia das Letras publicou A guerra não tem rosto de mulher, Vozes de Tchernóbil, O fim do homem soviético e As últimas testemunhas (em parceria com a TAG).

Míriam Leitão (Caratinga, 1953 -)

Jornalista e escritora, Míriam Leitão apresenta o GloboNews, é comentarista do Bom Dia Brasil e escreve uma coluna no Panorama Econômico do jornal O Globo. Formada na Universidade de Brasília e vencedora de diversos prêmios de comunicação, já atuou no Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, e nas emissoras CBN e Rede Globo. Entre ficção, crônicas, romances infantis e livros-reportagens, a brasileira já publicou mais de 10 obras.

Gaston Leroux (Paris, 1868 – 1927)

O fantasma da ópera (Ed. Ediouro, 2009) já foi adaptado para várias peças de teatro, musicais e filmes de sucesso. Lançado originalmente como uma série entre 1909 e 1910 no jornal francês Le Gaulois, o livro é a obra prima de Gaston Leroux. Antes de ser reconhecido como escritor, Leroux concluiu a faculdade de Direito e intercalou suas primeiras publicações com o dia a dia de repórter em jornais de Paris, como o Le Matin.

Clarice Lispector (Oblast de Vinnitsa, 1920 – 1977)

Nascida na Ucrânia, Clarice Lispector cresceu no Brasil e é considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Destacou-se no jornalismo, passando por jornais como A Noite, O Diário da Noite, e pelas revistas Manchete e Jóia. Dedicava colunas às mulheres e entrevistou nomes como Rubem Braga e Tom Jobim. Seus romances mais famosos são A hora da estrela (Ed. rocco, 1998) e A paixão segundo G.H (Ed. Rocco, 1998).

Gabriel García Márquez (Aracataca, 1927 – 2014)

Laureado com o Nobel de Literatura em 1982, Gabriel García Márquez vendeu mais de 40 milhões de livros em 36 idiomas. O colombiano começou a trabalhar como jornalista aos 20 anos, no El Universal. Passou pelos jornais El Espectador, de Bogotá, e Prensa Latina, de Cuba; publicou artigos no El Tiempo e El País e criou a Fundação Novo Jornalismo. Cem anos de solidão (Ed. Record, 2009) é a sua obra mais conhecida.

Eliane Brum (Ijuí, 1966 -)

Jornalista, escritora e documentarista, Eliane Brum trabalhou como repórter do jornal Zero Hora e da Revista Época. Ela faz projetos de longo prazo com populações da Amazônia e das periferias de São Paulo. Também colabora com o The Guardian e escreve uma coluna no El País. O livro reportagem O olho da rua – uma repórter em busca da literatura da vida real (Ed. Arquipélago, 2017) e o romance Uma duas (Ed. LeYa, 2012) são algumas de suas obras.

José Eduardo Agualusa (Huambo, 1960 -)

Antes de se dedicar à escrita literária, Agualusa estudou Agronomia e Silvicultura em Portugal, mas acabou alterando a carreira para o jornalismo. O autor angolano já colaborou com vários jornais, como o português Público, e escreve uma coluna às segundas-feiras para O Globo. Finalista do Prêmio Man Booker em 2016 pelo romance Teoria geral do esquecimento (Ed. Foz, 2010), Agualusa teve sua obra traduzida para mais de 25 idiomas.

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