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7 escritores que só ganharam fama mundial depois de falecidos

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Nem todos os escritores hoje consagrados foram como os 9 clássicos da literatura que fizeram sucesso imediato. Muitos só receberam o merecido reconhecimento depois de falecidos.

1. Edgar Allan Poe

A vida de Poe não foi fácil: ele ficou órfão antes de completar 3 anos de idade. A partir de então, viveu a maior parte da sua vida na miséria. O escritor foi crítico literário e a publicação de O corvo, em 1845, tornou-o um nome conhecido. Apenas 4 anos depois, porém, aos 40 anos de idade, morreu sob circunstâncias até hoje misteriosas. Atualmente, Poe é considerado o criador das histórias de detetive modernas e um dos escritores norte-americanos mais influentes do século XIX.

2. Emily Dickinson

A poetisa norte-americana viveu de forma reclusa e publicou alguns poucos poemas anonimamente no periódico Springfield Republican da cidade de Amherst, onde nasceu e morreu. Após seu falecimento, em 1886, a família encontrou cerca de 1800 poemas escritos por ela e publicou-os, alçando Emily Dickinson à fama e ao devido reconhecimento.

3. Franz Kafka

Quando morreu, em 1924, Franz Kafka deixou instruções que previam a destruição de todo o material inédito deixado por ele. Seu amigo e biógrafo Max Brod, entretanto, não cumpriu a vontade do escritor e publicou O processo (1925) e O castelo (1926), as grandes obras de Kafka ao lado de A metamorfose(1915), após sua morte. Hoje, esses dois livros são considerados os maiores expoentes do universo kafkaniano.

4. H. P. Lovecraft

Em vida, Lovecraft foi publicado majoritariamente em revistas independentes de pouca visibilidade, contando, assim, poucos leitores para a sua obra. Após sua morte, em 1937, alguns dos amigos do escritor fizeram questão de perpetuar seu trabalho, publicando-o com maior esmero e abrindo as portas para que fosse traduzido para diversos outros idiomas. Com o passar do tempo, a importância de sua obra só fez aumentar, e Lovecraft é, hoje, um grande ícone da ficção de horror.

5. Herman Melville

O reconhecimento que Herman Melville obteve no início de sua carreira como escritor foi imensamente menor que a fama que ganhou após a morte. Moby Dick (1851), livro considerado sua obra-prima, foi um enorme fracasso de vendas na época em que foi lançado. Melville faleceu em 1891 completamente desconhecido, aos 72 anos, e foi apenas na década de 1920 que os críticos literários lançaram luz à sua obra.

6. Lima Barreto

Neto de escravos, mestiço, Lima Barreto nasceu em 1881 e empregou em sua obra denúncias às injustiças sociais e ao preconceito racial, do qual foi vítima. Tendo experienciado uma vida de constante desprestígio, crítica e preconceito, o escritor enfrentou crises de depressão, entregando-se ao álcool e sendo internado por duas vezes no Hospício Nacional. Faleceu aos 41 anos, já caído no esquecimento e na miséria, em 1922. Sua obra seria resgatada décadas mais tarde e seu mais célebre romance, Triste fim de Policarpo Quaresma (1911), é considerado pela crítica literária o principal expoente do Pré-Modernismo no Brasil.

7. Stieg Larsson

A série Millenium, que fez a fama mundial do autor, foi lançada apenas a partir de 2005, sendo que Stieg Larsson faleceu em 2004. Os três livros escritos por ele, Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo A rainha do castelo de ar, venderam milhões de exemplares ao redor do globo e ganharam adaptações para o cinema produzidas na Suécia e nos Estados Unidos. O escritor planejava escrever mais volumes para a série, que foi continuada pelo escritor David Lagercrantz. Este já publicou, até agora, dois volumes: A garota na teia de aranha (2015) e O homem que buscava sua sombra (2017).

3 comments

    TAG - Experiências Literárias 9 de abril de 2018 Responder

    Oi, Guilherme! Você poderia entrar em contato conosco através do e-mail contato@taglivros.com.br, por favor?

Joaquim Vicente 5 de setembro de 2018 Responder

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