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Literatura catalã: Conheça 5 escritores

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Para falar em literatura catalã, é preciso compreender o debate político que envolve a língua. Com o término da Guerra Civil, em 1939, a língua catalã foi motivo de perseguição, sendo proibida sua utilização em livros, jornais e até mesmo no ambiente familiar. Na mesma época, escritores exilados da Catalunha, como Mercè Rodoreda, produziram obras em catalão em protesto à situação. No entanto, a partir de 1978, com a nova Constituição, a pluralidade linguística da Espanha foi reconhecida e o território da Catalunha admitiu o catalão como língua oficial. Apesar de ser considerado minoritário, o catalão é idioma oficial do Estado soberano de Andorra e é o sétimo da União Europeia, reunindo cerca de dez milhões de falantes bilíngues distribuídos na Espanha, Itália e França.

Dentre os principais escritores de literatura produzida em catalão, destacam-se os seguintes:

Albert Sánchez Piñol

Albert Sánchez Piñol nasceu em Barcelona em 1965. No Brasil, publicou Victus – A queda de Barcelona (2012) e Pele fria (2002), título que foi traduzido para mais de trinta línguas e adaptado para o cinema em 2017. Muito premiado em território espanhol, Pele Fria teve sua narrativa comparada à dos escritores Joseph Conrad e H.P. Lovecraft.

Carme Riera Guilera

Carme Riera Guilera nasceu em 1948 em Palma, principal cidade da ilha de Maiorca, na Espanha. Carme é doutora em Filologia Hispânica e professora catedrática da Universidade Autônoma de Barcelona. Extensa, sua obra é composta por romances e a Antologia da poesia catalã feminina (2003). A autora ganhou os principais prêmios literários catalães e espanhóis: Prêmio Nacional de Literatura da Catalunha (2001), pelo livro Através do céu e além (2000) e Prêmio Nacional de Letras Espanholas (2015), pelo conjunto de sua obra.

Caterina Albert i Paradís

Caterina Albert i Paradís nasceu em 1869 no município de La Escala, pertencente à província espanhola de Girona. A vida literária da escritora começou aos vinte e nove anos, quando foi excluída da premiação de um concurso de escrita, pois apenas homens possuíam o direito de escrever. Foi então que ela passou a assinar com o pseudônimo Victor Català. Seu livro de maior prestígio, Solidão (1905), reflete sobre a posição da mulher na sociedade da época e é considerado o precursor da literatura moderna catalã.

Mercè Rodoreda

Membro da geração literária formada no exílio republicano espanhol e considerada a mais influente escritora de língua catalã, Mercè Rodoreda é dona de destacada obra do período pós-Guerra Civil, com traduções para cerca de 40 idiomas. Sua produção abarca diversos gêneros, como o conto, o teatro e a poesia, porém seus maiores êxitos literários – que conquistaram o coração de Gabriel García Márquez – são os romances. Ela é autora do livro “A praça do diamante”, que enviamos aos associados do clube em dezembro de 2017. Veja o kit clicando aqui.

Quim Monzó

Joaquim Monzó i Gómez, mais conhecido como Quim Monzó, nasceu em 1952 em Barcelona. Autor de novelas e romances, Quim também traduziu escritores anglófonos, como J.D. Salinger e Ernest Hemingway. Na sua escrita, mantém um estilo irônico e pop que o distingue entre as vozes catalãs contemporâneas. Durante a Feira do Livro de Frankfurt de 2007, ano em que a cultura catalã foi homenageada, Monzó foi convidado a proclamar o discurso inaugural do evento. No Brasil, publicou Gasolina (1983) e, em Portugal, O porquê de todas as coisas (1991).

Outros autores catalães têm se destacado no cenário literário contemporâneo, porém por sua produção em espanhol. Entre eles, destacam-se: Carlos Ruiz Zafón, autor do best-seller A sombra do vento (2001); Eduardo Mendoza, vencedor do Prêmio Cervantes em 2016 pela sua obra completa; Manuel Vázquez Montalbán, com seu emblemático detetive Pepe Carvalho; e, por fim, Enrique Vila-Matas, que escreveu Paris nunca acaba (2003) baseando-se na sua experiência de exílio em um apartamento alugado da escritora francesa Marguerite Duras.

1 comment

Geraldo Luiz Hemerly 30 de janeiro de 2018 Responder

Agora posso dizer que conheço alguma coisa da literatura catalã, pois fui presenteado no mes de dezembro com “A praça de diamantes” de Mercè Rodoreda pela TAG.

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