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Os 7 escritores preferidos de Tayari Jones

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Autora de Um casamento americano, livro enviado em janeiro pela TAG Inéditos, Tayari Jones aborda temas como o racismo e o papel do negro na sociedade. Em entrevista para o jornal New York Times, ela listou, entre romancistas, jornalistas e poetas, seus escritores contemporâneos favoritos.

Descubra novos autores:

Toni Morrison

Escritora, editora e professora, Toni Morrison nasceu em 1931 em Ohio. Formada em Letras pela Howard University, estreou como romancista em 1970, com O olho mais azul. Venceu o National Book Critics Circle por Song of Solomon (1975), e recebeu o Pulitzer de 1988 com Amada, eleito pelo New York Times, em 2006, a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Abordando as experiências de mulheres negras no país durante os séculos XIX e XX, Toni Morrison foi a primeira mulher negra a receber o prêmio Nobel de Literatura, em 1993.

Jim Grimsley

Romancista e dramaturgo, Jim Grimsley nasceu em 1955, na Carolina do Norte. Depois de se mudar para Atlanta, passou vinte anos como secretário de um hospital antes de ingressar na faculdade de Escrita Criativa. Abordando temas sociais, como a vivência LGBT, seus livros já foram traduzidos para muitos idiomas e receberam diversos prêmios, entre eles o American Library Association GLBT Award for Literature por Rapaz de sonho (1995). Em 2015, publicou o livro de memórias, em tradução livre, Como troquei de pele: desaprendendo as lições racistas de uma infância no sul.

Sarah Schulman

Sarah nasceu em 1958, em Nova York. Romancista, professora universitária e dramaturga, foi uma das primeiras cronistas a escrever sobre a epidemia de AIDS nos Estados Unidos. Ativista, ela é co-fundadora do Mix Festiva e do ACT UP Oral History Project, uma coleção de entrevistas com sobreviventes da doença. Com dezessete livros publicados, a autora versa entre ficção e não ficção, escrevendo sobre assuntos de cunho social e político. Em Boêmia dos ratos (1997), ela conta a história de pessoas LGBT’s abandonadas por suas famílias e forçadas a encontrar novos laços.

Nikole Hannah-Jones

Vencedora de vários prêmios e distinções na área, Nikole Hannah Jones é uma repórter investigativa que cobre os direitos civis e a injustiça racial para a The New York Times Magazine. Nativa do estado de Iowa, ela é filha de imigrantes, viveu em alguns estados do sul dos Estados Unidos e já trabalhou em renomados veículos de comunicação. A jornalista se viu fisgada pela carreira ainda no ensino médio, quando ingressou no jornal do colégio e começou a escrever sobre a vivência negra. Seu trabalho também é focado em problemas de raça, classe, dessegregação de escolas e igualdade.

Edwidge Danticat

Romancista e contista, Edwidge nasceu em 1969 em Porto Príncipe, Haiti, e se mudou para os Estados Unidos quando ainda era criança. Formada em Escrita Criativa pela Brown University, é autora de diversos livros de ficção, não ficção e histórias infantis traduzidos para diversos idiomas. Entre vários outros prêmios, o romance Breath, eyes, memory (1994) foi selecionado por Oprah Winfrey para seu famoso clube do livro, e Krik? Krak! (1995) foi finalista do National Book Award. Além de escrever, ela também trabalha em projetos e documentários sobre o Haiti.

Elmaz Abinader

Elmaz nasceu em 1954 no estado de Pensilvânia. De ascendência árabe, ela é autora, poeta, artista e professora de inglês na Mills College. Também é co-fundadora do Voices of Our Nation Arts Foundation (VONA), projeto de escrita criativa para que escritores de etnias diferentes possam explorar seu talento. Entre outras antologias publicadas e premiadas, ela recebeu, em 2010, o prêmio PEN Oakland/Josephine Miles Literary Award pela coletânea de poemas In the Country of My Dreams. Elmaz já escreveu um livro de memórias e peças de teatro.

John Keene

Em narrativas ficcionais e poemas, John Keene explora assuntos históricos e ao mesmo tempo contemporâneos. Através da subjetividade, o autor escreve sobre aqueles que tiveram suas vozes suprimidas, como pessoas negras e LGBT’s, expondo as estruturas sociais que confinam e escravizam essas pessoas ao longo da história. Professor de estudos africanos e afro-americanos, inglês e escrita criativa, ele já traduziu do português livros da escritora brasileira Hilda Hilst. O livro Counternarratives recebeu vários prêmios, incluindo o American Book Award em 2016.

1 comment

Luciana Bento 15 de março de 2019 Responder

Tomara que a TAG se anime em trazer algum desses livros nos próximos kits! 🙂

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