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Restrospectiva: veja quais livros enviamos em 2017

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A coleção TAG 2017 já está completa e nós não poderíamos deixar de relembrar os grandes títulos que passaram pelo clube ao longo do ano. Os últimos 365 dias resultaram em uma lista composta por 12 livros cuidadosamente escolhidos por curadores criteriosos. Nossas grandes estrelas de 2017 foram:

Vida e proezas de Aléxis Zorbás, de Níkos Kazantzákis

Curador: Patch Adams

Vida e proezas de Aléxis Zorbás é o relato em primeira pessoa de um intelectual frustrado por ter levado uma vida até então limitada aos livros e à escrita. Provocado por um velho amigo, decide lançar-se em uma viagem para explorar uma mina na ilha de Creta, a fim de conviver com homens simples, operários e camponeses. Enquanto espera o navio que o levará à ilha, conhece Zorbás, a quem contrata para auxiliá-lo na empreitada. Personagem memorável, esse homem primitivo, bruto, que se expressa através da música e da dança quando as palavras não são suficientes, provocará no narrador mudanças profundas.

O xará, de Jhumpa Lahiri

Curadora: Martha Medeiros

Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes bengalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar. Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida – retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional -, Gógol vai buscar no embate com o próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.

A câmara sangrenta e outras histórias, de Angela Carter

Curadora: Marina Colasanti

Originalmente lançados em 1979, os contos aqui reunidos são prova da sofisticação e criatividade de Angela Carter. Ao se apropriar de histórias folclóricas como Chapeuzinho Vermelho e a Bela e a Fera, além de personagens míticos como vampiros, lobisomens e entidades sobrenaturais, a autora reconstrói um universo realista que bebe no fantástico. Como quem desmancha um quebra-cabeça, ela reposiciona as peças do feminino, da violência, da sexualidade e do heroísmo em um imaginário inovador e indiferente aos paradigmas de sua época.

Os irmãos Sisters, de Patrick deWitt

Curador: Daniel Galera

Dois irmãos são contratados para assassinar um garimpeiro em plena corrida do ouro no oeste americano. Eli, o narrador da história, é um homem algo ingênuo e cheio de compaixão. Charlie é um executor pragmático e brutal. Em meio ao humor negro e à violência, brotam emoções intensas e reflexões profundas sobre honra, amizade, amor, misericórdia, família.

O leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa

Curador: Mario Vargas Llosa

O leopardo transporta o leitor para a Sicília, durante o processo de unificação da Itália que ficou conhecido como Ressurgimento italiano. Dotada de um enredo dramático e raro poder lírico, a obra narra a história de um príncipe que sente o tédio de seu casamento, que não se reconhece nos próprios filhos, que vê o desmantelamento de sua realeza: um príncipe que assiste com resignação e orgulho à impiedosa passagem do tempo.

Limonov, de Emmanuel Carrère

Curador: Marcelo Rubens Paiva

Polêmico. Esse é o melhor adjetivo para o Eduard Limonov. Nascido na União Soviética durante os anos quarenta, o personagem cresce em meio ao caos: no underground russo, envolve-se com bandidos, militares, escritores. Ao atingir a maioridade, decide fugir desse ambiente, e parte para os EUA em busca de prestígio. Acompanhamos, então, um homem que passa por experiências como poeta, mendigo, político e escritor de sucesso. Uma história quase inverossímil – se não fosse verídica.

Uns e outros – Contos espelhados, de vários autores

Curadores: Luiz Ruffato e Helena Terra

Uns e outros foi escrito a pedido da TAG exclusivamente para os associados do clube. Clássicos e contemporâneos dialogam nesta grande obra: desafiamos  Ivana Arruda Leite, Luiz Antonio de Assis Brasil, Beatriz Bracher, Milton Hatoum, Eliane Brum, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves, José Luís Peixoto, Maria Valéria Rezende e Cristovão Tezza a selecionarem um conto clássico e escreverem sua própria releitura. A coletânea contém tanto os dez contos clássicos escolhidos quanto suas releituras inéditas.

Ragtime, de E. L. Doctorow

Curador: Roddy Doyle

No início do século XX, o ragtime era o mais popular idioma musical dos Estados Unidos. O termo originou-se da expressão ragged time, referindo-se ao ritmo sincopado e de contratempo do rag. É com esta estrutura que Doctorow descreve a vida de uma família fictícia, cujos membros são designados como Papai, Mamãe, Irmão Mais Novo de Mamãe e Vovô. O autor intercala o cotidiano da família com figuras e acontecimentos históricos: o ilusionista Houdini, a rotina do milionário J. P. Morgan, o genial inventor Henry Ford, as lutas da anarquista Emma Goldman, o poder da imprensa, o nascimento do cinema, as greves trabalhistas. Em meio a tudo isso, a figura silenciosa do Irmão Mais Novo de Mamãe é o elemento criador da conexão entre capítulos, retratando o dinamismo, a riqueza e a miséria de um país ainda em formação.

Quase memória, de Carlos Heitor Cony

Curador: Ruy Castro

Quase memória explora o território situado entre a memória e a ficção a partir de um punhado de recordações do narrador-autor. Nelas, a figura de Ernesto Cony, seu pai, é o centro e a motivação para o exercício das lembranças que, constantemente, adquirem contornos do imaginário. Nostalgia, cumplicidade, vergonha, saudade: os mais diversos sentimentos despertados pelo recebimento de um misterioso pacote sem remetente.

As alegrias da maternidade, de Buchi Emecheta

Curadora: Chimamanda Adichie

Nnu Ego, filha de um grande líder africano, é enviada como esposa para um homem na capital da Nigéria. Determinada a realizar o sonho de ser mãe e, assim, tornar-se uma “mulher completa”, submete-se a condições de vida precárias e enfrenta praticamente sozinha a tarefa de educar e sustentar os filhos. Entre a lavoura e a cidade, entre suas tradições e a influência dos colonizadores, luta pela integridade da família e pela manutenção dos valores de seu povo.

As três Marias, de Rachel de Queiroz

Curadora: Heloisa Buarque de Hollanda

Quarto romance de Rachel de Queiroz, o livro aborda o papel da mulher na sociedade através de Maria Augusta, Maria da Glória e Maria José, amigas inseparáveis apelidadas com o nome popular da constelação de Órion. Seus destinos apontam para diferentes direções: a maternidade, a religião e a liberdade. O romance, um dos mais populares em toda a obra de Rachel, é um importante marco na literatura brasileira.

A praça do diamante, de Mercè Rodoreda

Curadora: Carol Bensimon

A Barcelona de 1930 é palco de uma história sobre as experiências de uma jovem catalã em diferentes etapas de sua vida. A apatia de sua juventude ingênua, quando sonhava com amor e liberdade, ganha contorno dramático a partir de um evento devastador que assola seu país e leva para sua vida não só o amor, mas também a violência, a guerra, o desespero e a fome. Uma narrativa potente e delicada, que intercala descrições históricas com misticismo e poesia.

Gostou da seleção de 2017 e quer começar a sua coleção da TAG? As inscrições para receber o primeiro kit de 2018 estão abertas até o dia 10 de janeiro! Saiba mais.

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